Coronavírus: comércio de rua de Salvador fechará a partir de sábado (28)

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26.03.2020, 16:15:00
Atualizado: 26.03.2020, 19:11:06
(Marina Silva/CORREIO)

Coronavírus: comércio de rua de Salvador fechará a partir de sábado (28)

Decreto municipal determina suspensão de atividades de lojas com mais de 200 m²; supermercados e pet shops continuam abertos

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As lojas de rua de Salvador deverão fechar suas portas a partir deste sábado (28) como medida de prevenção contra o novo coronavírus (covid-19). O prazo inicial da suspensão das atividades vai até 4 de abril, quando também acaba a interdição dos shoppings da capital.

A medida integra decreto que será publicado nesta sexta-feira (27). Apenas lojas com área total superior a 200 metros quadrados são obrigadas a encerrar atividades. As informações foram divulgadas pelo prefeito ACM Neto durante anúncio de novas medidas contra o coronavírus, no bairro do Uruguai, na tarde desta quinta-feira (26).

Além do limite mínimo de área, estabelecimentos que comercializam certos produtos também estão desobrigados a seguirem as regras, a exemplo das lojas de material de construção e de limpeza, que podem manter o funcionamento independente da área. 

Estabelecimentos comerciais que vendem insumos e equipamentos de saúde também podem continuar abertos. “Lojas que vendem álcool em gel e máscaras entram nesta lista. Estamos estimulando o uso do álcool em gel e não podemos impedir a comercialização”, ressaltou o gestor municipal.

As farmácias mantêm o funcionamento normal. Os supermercados, estabelecimentos que vendem gêneros alimentícios, as padarias e os açougues também não são obrigados a fechar.

Oficinas e lojas de autopeças, de qualquer tamanho, podem abrir.  “Um carro pode quebrar a qualquer hora e estes locais não costumam ter uma aglomeração de pessoas”, disse o prefeito. Ainda é permitido o funcionamento de pet shops pois, de acordo com Neto, não há um grande contato entre as pessoas no local e estes estabelecimentos promovem o cuidado aos animais.

"Ouvimos diversos segmentos do setor comercial, sobretudo o pequeno comerciante, que é patrão de si mesmo. Ouvimos as entidades, como CDL, Associação Comercial da Bahia e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Bahia (Fecomércio). Muitos, inclusive, fizeram apelos para que a gente fechasse o comércio de rua, porque manter as portas abertas, neste momento de crise, está gerando prejuízo", disse ACM Neto. 

O chefe do Executivo municipal afirmou que a decisão de manter aberta as lojas com menos de 200 metros quadrados de área visa justamente manter a atividade econômica dos pequenos empresários. Ele explicou ainda por que o novo decreto não irá valer por 15 dias, como os anteriores.

"Estamos procurando proteger os menores, o pequeno comerciante nesse momento em que atuamos para evitar aglomerações. Além disso, atendendo ao pedido das próprias entidades, vamos coincidir a validade do decreto com aquele que determinou o fechamento dos shoppings, cujo prazo se encerra no dia 4 de abril, podendo, claro, ser prorrogado".

Mercados
Na ocasião, o prefeito também anunciou que os pacientes em tratamento oncológico, por terem imunidade mais baixa, serão incluídos no decreto que determina atendimento exclusivo para idosos acima de 60 anos em todos os supermercados da capital. Sendo assim, este grupo de pessoas poderá fazer as compras nos mercados entre as 7h e às 9h a partir desta sexta (27).

Para os idosos, o atendimento exclusivo também se inicia na sexta. determinação, que foi publicada em uma edição extraordinária do Diário Oficial do Município (DOM), na noite desta quarta-feira (25), deve valer pelos próximos 15 dias. 

Ainda de acordo com o decreto, a recomendação da prefeitura é de que, mesmo nos serviços de delivery, entre aqueles que oferecem a entrega, o atendimento aos idosos deve ser preferencial. As ações têm, como o objetivo, evitar o avanço do coronavírus na cidade, reduzindo os impactos da crise junto à população, sobretudo entre os moradores que fazem parte de grupos de maior risco e os mais vulneráveis.

*Com supervisão da subeditora Clarissa Pacheco

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