Dado vê jogo 'atípico' e reclama das expulsões: 'Impactam demais'

e.c. bahia
26.05.2021, 22:29:22
Atualizado: 26.05.2021, 23:02:31
Dado comentou sobre a derrota do Bahia na Sul-Americana (Felipe Oliveira/EC Bahia)

Dado vê jogo 'atípico' e reclama das expulsões: 'Impactam demais'

Bahia foi derrotado pelo Montevideo City Torque e eliminado da Sul-Americana

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O Bahia foi eliminado da Copa Sul-Americana após a derrota para o Montevideo City Torque por 4x2, em Pituaçu, na noite desta quarta-feira (26). O tricolor até saiu na frente, mas sofreu com as expulsões de Matheus Bahia, no primeiro tempo, e Germán Conti, no segundo tempo, e deu adeus à competição.

Após a partida, o técnico Dado Cavalcanti analisou o desempenho da equipe. Na avaliação do técnico, o City Torque era a equipe mais organizada do Grupo B do torneio continental e o Bahia vinha jogando bem, mas sofreu com os dois cartões vermelhos.

"Fizemos 1x0 e tomamos o empate de uma equipe extremamente organizada. Creditei ao Montevideo a equipe coletiva mais forte do grupo, mais forte até do que o Independiente. Jogamos de igual para igual. Tomamos gol em um descuido defensivo, o jogo estava igual, até a primeira expulsão. Depois veio a segunda. Isso influenciou diretamente no roteiro do jogo. Não teve impacto na condição anímica dos jogadores, tanto que demos a resposta em campo", comentou.

O técnico ainda reclamou da arbitragem. Na visão de Dado, os cartões vermelhos para Matheus Bahia, no primeiro tempo, e Conti, no segundo, foram injustos.

"Para o resultado é indiscutível. O resultado foi determinado em função das expulsões. Não concordo com o primeiro cartão de Matheus Bahia. Foi uma disputa de bola. Ao meu modo de ver, não merecia. A expulsão do Conti idem. Em vários outros momentos, perdemos a paciência. Conseguimos lutar, conseguimos ter um posicionamento que nos deixou dentro da partida, mesmo perdendo o jogo, conseguimos o empate. Por muito pouco não viramos com dois jogadores a menos. Isso precisa ser levado em consideração. Não sei se venceríamos o jogo. Não quero creditar a derrota somente a isso. Mas o jogo seria outro. As alterações não aconteceriam como aconteceram. Tive a necessidade de repor dois jogadores. Isso impacta demais no andamento do jogo. Fatalmente influencia no resultado final", avaliou.

Para Dado, a eliminação na Sul-Americana não terá uma influência negativa no grupo para a sequência da temporada. O Bahia estreará no Campeonato Brasileiro no sábado (29), às 20h, contra o Santos, em Pituaçu. Também disputará a terceira fase da Copa do Brasil, enfrentando o Vila Nova. A ida será no dia 1º de junho, em Goiás, enquanto a volta está marcada para o dia 9, em Pituaçu.

"Pelas circunstâncias do jogo, não vai impactar em nada. O jogo de hoje foi muito atípico. Nossa equipe sai derrotada, eliminada, mas de cabeça erguida. Não só pela competição que fizemos, mas pela forma briosa que encaramos o jogo. Estivemos 80% do jogo com um jogador a menos em campo. Teve um momento que tivemos dois a menos. Mesmo assim, fomos aguerridos, não nos contivemos em apenas nos defender. Tivemos chance de virar. Foi um jogo atípico. A condição que nós levamos desse jogo nos favorece para que cheguemos confiantes para sábado. O impacto de uma derrota pura e simples não existe pela condição do jogo que fizemos hoje", afirmou.

O treinador também comentou sobre a necessidade de evolução da equipe, após a eliminação. Dado disse esperar a chegada de reforços para qualificar o elenco.

"Precisamos evoluir, mas a conclusão que temos independe da eliminação. Se passássemos de fase, a conclusão seria a mesma. Não posso incluir uma avaliação resultadista. Temos que buscar evolução. Temos perspectiva de reforçar o grupo, venho falando isso abertamente, estamos no mercado para construir uma equipe mais forte, mas entendo que estamos em um patamar bom para início de campeonato [Brasileiro]. A equipe foi testada em vários momentos, trouxe retorno e isso nos dá um bom indício para o início da competição".

Confira outros trechos da entrevista de Dado Cavalcanti:

Objetivos na Série A
Criamos expectativas internas. Estudamos a competição e nossos adversários. Por se tratar de competição longa, muita coisa muda. A minha preocupação maior está no mês de junho, quando teremos jogos sucessivos, disputa contra adversários mais fortes. Essa condição, penso, é mais salutar. Não adianta pensar no campeonato inteiro ou você se perde. Precisamos pensar em um grupo reduzido de jogos, estabelecer objetivos. Nosso objetivo é figurar na primeira página. A posição depende de nossa organização. Se me perguntarem se estamos prontos para isso hoje, digo que não. Mas estamos nos preparando. A equipe é briosa, e isso traz bons resultados.

Terceiro lugar na Sul-Americana
Analisar números, pontos, a tabela, é uma avaliação fria. Nem sempre retrata a realidade. Nos dois confrontos com o Independiente, que era o favorito do grupo, fomos superiores. Em casa, quando teve aquele temporal, saímos perdendo, empatamos e tivemos chance de virar. Na casa deles fomos superiores e levamos o gol. A lição que fica é dos detalhes que fazem a diferença. Esses detalhes fizeram a diferença contra o Independiente e hoje, mais uma vez. Se avaliasse superioridade em campo, nossa classificação seria outra. Teremos ajustes a fazer, reforços que chegarão em breve. Acho que temos uma espinha e uma condição inicial de fazer um bom Brasileiro.

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