Dólar atinge R$ 3,96, segunda maior cotação da história do real

economia
19.09.2015, 08:28:00
Atualizado: 19.09.2015, 08:30:12

Dólar atinge R$ 3,96, segunda maior cotação da história do real

Na semana, o dólar avançou 2,09%, quinta semana consecutiva de alta, acumulando avanço de 13,64% no período

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

O dólar saltou cerca de 2% e fechou próximo a R$ 3,96 nesta sexta-feira (18), segundo maior nível de fechamento na história, pressionado por rumores e especulações sobre mais um rebaixamento do Brasil, em meio ao cenário de deterioração das contas públicas e instabilidade política. O dólar avançou 1,96%, a R$ 3,9582 na venda, maior nível desde 10 de outubro de 2002, quando a moeda americana encerrou na máxima histórica de R$ 3,99.

Na semana, o dólar avançou 2,09%, quinta semana consecutiva de alta, acumulando avanço de 13,64% no período. “Está havendo boato a torto e a direito e o mais forte diz respeito a um rebaixamento do Brasil pela Moody’s”, disse à agência Reuters o operador da corretora de um banco nacional, sob condição de anonimato.

“E não ajuda o fato de ser fim de semana. Ninguém quer ficar exposto se tem chance de a situação azedar”. Quatro profissionais do mercado relataram rumores sobre a agência de classificação de risco Moody’s, mas todos mostraram ceticismo sobre essa possibilidade.

O eventual rebaixamento significaria a perda do selo de bom pagador do Brasil por duas agências, o que provocaria intensa fuga de capitais. Na semana passada, a Standard & Poor’s rebaixou o Brasil de grau de investimento para o grau especulativo.

O último movimento da Moody’s também foi recente. No dia 11 de agosto, rebaixou o rating brasileiro para a última nota dentro da faixa considerada como grau de investimento, mas alterou a perspectiva da nota para “estável” ante “negativa”, sinalizando que o selo de bom pagador do país deveria ser mantido no curto prazo.

Na terça, a Moody’s classificou as medidas fiscais anunciadas pelo governo brasileiro na véspera como “desenvolvimento positivo” e mais equilibradas do que as propostas anteriores, que lidavam basicamente com medidas do lado da receita.


***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas