Em dificuldade financeira, Bahia deve 13º salário aos funcionários

e.c. bahia
18.01.2021, 16:35:00
Atualizado: 18.01.2021, 16:53:13
Tricolor diz que atraso no pagamento foi causado pela perda de receitas na pandemia do coronavírus (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

Em dificuldade financeira, Bahia deve 13º salário aos funcionários

Tricolor diz que entrou em acordo para não precisar demitir

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Em luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Bahia tem enfrentado também dificuldades financeiras fora de campo. O tricolor ainda não pagou todas as parcelas do 13º salário dos funcionários e jogadores, o que deveria ter acontecido em dezembro. A informação foi publicada inicialmente pelo site Bahia Notícias e confirmada pelo CORREIO.

Em nota, o Bahia explicou que a decisão de dividir o pagamento do 13º em cinco parcelas, com a primeira sendo depositada em janeiro, foi uma consequência direta da pandemia do coronavírus, que paralisou as atividades por quatro meses e afetou as receitas do clube.

“Essa foi a forma encontrada pelo clube para evitar redução do quadro pessoal. Ter o 13º em dia resultaria na demissão de pelo menos 80 pessoas e o Bahia preferiu escolher um caminho alternativo”, explicou o Bahia.

Em março, durante a paralisação dos campeonatos, o Esquadrão chegou a reduzir o vencimento dos jogadores e membros da diretoria em 25%. O acordo de redução foi encerrado após o retorno das competições.

Em dezembro, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, chegou a afirmar que o clube terá déficit de cerca de R$ 25 milhões na temporada 2020.

Confira a nota do Bahia sobre o atraso nos pagamentos:  

“O projeto de reestruturação do clube pós-Covid-19, que proporcionou severos impactos financeiros ao Bahia, já prévia o parcelamento do 13º salário em 5 vezes e primeiro pagamento em janeiro.

Essa foi a forma encontrada pelo clube para evitar redução do quadro pessoal. Ter o 13º em dia resultaria na demissão de pelo menos 80 pessoas e o Bahia preferiu escolher um caminho alternativo.

A prioridade do clube desde março, quando se iniciou a pandemia, sempre foi manter salários em dia e não demitir ninguém”.

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