Governo Bolsonaro decide comprar vacinas da Pfizer, dizem interlocutores

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03.03.2021, 17:04:00
Atualizado: 03.03.2021, 17:16:58
(Foto: AFP)

Governo Bolsonaro decide comprar vacinas da Pfizer, dizem interlocutores

No ano passado, farmacêutica havia oferecido 70 milhões de doses ao governo brasileiro para entrega a partir de dezembro de 2020

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O governo de Jair Bolsonaro deve anunciar nas próximas horas que irá comprar 100 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19. 

Vale lembrar que, segundo a própria farmacêutica, foram oferecidas, no ano passado, 70 milhões de doses ao governo brasileiro para entrega a partir de dezembro de 2020, ou seja, antes dessa nova onda devastadora que o país enfrenta. 

Por contrato de confidencialidade, detalhes do acordo, que não teve consenso, não foram divulgados, mas houve três propostas desde agosto, com mesmos termos aceitos por outros países que já receberam e estão aplicando o imunizante.

Segundo o site da Veja, o novo acordo com a farmacêutica foi sacramentado nesta quarta-feira (3), e será divulgado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

A previsão, segundo fontes ouvidas pela publicação, é de que as 100 milhões de doses garantidas pela compra sejam entregues ao longo do ano.

Considerado um dos imunizantes de maior eficácia, a vacina da Pfizer enfrentava a resistência do governo em razão de cláusulas que previam a transferência de responsabilidade - barreira que parece ter sido eliminada.

Segundo a CNN Brasil, Pazuello determinou mais cedo que o secretário-executivo, Élcio Franco, retomasse as negociações com a Pfizer, emperradas em razão das cláusulas que a empresa queria impor ao Brasil, consideradas abusivas por Brasília. 

Ainda de acordo com a emissora, dois fatores motivaram a retomada das negociações. Um, o andamento na Câmara do projeto de lei que permite a compra das vacinas mesmo com as cláusulas que o governo considerava abusivas. Outra, o fato de o governador de São Paulo, João Doria, ter declarado que iria comprar a vacina da Pfizer.

Janssen
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, além da Pfizer, o governo também iniciou as tratativas com a Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson), a fim de tentar adquirir 38 milhões de doses da vacina.

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