Governo pagará contas de água de famílias no cadastro social da Embasa

coronavírus
02.04.2020, 14:18:00
Atualizado: 02.04.2020, 16:29:57
(EBC)

Governo pagará contas de água de famílias no cadastro social da Embasa

Medida vale por 3 meses e exigência é que consumo seja de até 25 metros cúbicos por mês

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O Governo da Bahia anunciou nesta quinta-feira (2) que pagará todas as contas de água das famílias que fazem parte do cadastro social da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e que consomem até 25 metros cúbicos por mês.

Segundo o governador Rui Costa, o Estado arcará com as despesas pelos próximos três meses, assim como fará com as contas de luz dos baianos que consomem até 80 kilowatts por mês. Essas são ações que visam auxiliar as famílias mais pobres e que já sofrem com os efeitos econômicos provocados pela pandemia de coronavírus.

"Essas medidas significam que essas famílias terão as contas pagas. Muita gente fala que o corte de água está suspenso por 90 dias, mas as famílias seguiriam com essa dívida e teriam o fornecimento cortado depois desse período. Com nossa medida, elas ficarão despreocupadas",disse.

O governador pontuou ainda que, sem os boletos de água e luz para pagar, a população poderá usar esse dinheiro para necessidades básicas, como a compra de alimentos.

“O que buscamos são medidas eficazes de custo baixo para a sociedade. São mais de 860 mil de baianos que se encaixam nesses critérios e vão poder economizar o dinheiro que seria usado para pagar a conta de água. Além disso, as 677 mil ligações de energia elétrica beneficiam diretamente mais de dois milhões de pessoas que residem na Bahia. Juntos, esses valores representam mais do que uma cesta básica, por exemplo", explicou. 

De acordo com a Embasa, existem, na Bahia, 223.538 domicílios cadastrados na tarifa social. A estimativa da empresa é que a medida do Governo do Estado venha a beneficiar cerca de 800 mil pessoas.

Um Projeto de Lei será enviado para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para que seja validado e entre em vigor. A ação custará R$ 50 milhões ao Governo do Estado.

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