Homem agride mulheres trans em São Paulo: 'Ele destruiu meu sorriso'

brasil
10.06.2022, 10:35:00
(Foto: Reprodução / Acervo Pessoal)

Homem agride mulheres trans em São Paulo: 'Ele destruiu meu sorriso'

Agressor é investigado por lesão corporal

Um homem foi filmado agredindo mulheres transexuais com socos e jogando água no rosto delas em São Paulo. As vítimas são garotas de programa e o agressor seria um morador do bairro da Saúde, local onde funciona o ponto de prostituição delas. 

Ao menos uma das garotas, que teve um dente quebrado e hematomas pelo corpo, procurou a polícia, segundo o g1.

Até o momento, a Polícia Civil investiga o caso apenas como 'lesão corporal'. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a investigação analisará os vídeos para tentar identificar o agressor.

No vídeo, Priscyla Rodrigues, de 26 anos, grita "chama a polícia, amiga" enquanto corre pedindo ajuda e tentando fugir. Na gravação é possível ver quando ele dá dois socos no rosto da garota de programa. No segundo golpe, ela bate a cabeça num portão e o vídeo acaba.

Priscyla postou o vídeo nas redes sociais para expor a transfobia que as garotas trans sofrem nas ruas.

“Estou fazendo esse vídeo para combater mais o preconceito”, disse ela. “Que esse homem [o agressor] seja parado porque hoje aconteceu comigo, amanhã ele pode fazer com outras, e assim vai", afirmou ao g1.

“Olha só o que ele fez comigo: Ele destruiu o meu sorriso. Foi uma cena muito horrível, muito horrível”, disse ela, que acusou o agressor de ter fraturado o seu nariz.

Segundo Priscyla, uma mulher que não aparece nas filmagens e acompanhava o homem o incentivava a agredi-la. “Ela falava: ‘Dá nela’”. Essa pessoa também não foi identificada pelas trans.

***

Em tempos de desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informações nas quais você pode confiar. E para isso precisamos de uma equipe de colaboradores e jornalistas apurando os fatos e se dedicando a entregar conteúdo de qualidade e feito na Bahia. Já pensou que você além de se manter informado com conteúdo confiável, ainda pode apoiar o que é produzido pelo jornalismo profissional baiano? E melhor, custa muito pouco. Assine o jornal.


Relacionadas