Imagem mostra homem esperando carro de família morta no ABC paulista

brasil
02.02.2020, 11:59:00
Atualizado: 02.02.2020, 12:37:36
(Reprodução)

Imagem mostra homem esperando carro de família morta no ABC paulista

Filha e namorada foram presas pelo crime; veja a cronologia do crime

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Um homem foi filmado pelas câmeras de segurança pouco antes do carro de Flaviana Gonçalves, 40 anos, deixar o condomínio em que ela morava com a família pela última vez. O relógio marcava 00h56 da terça-feira (28) e horas depois os corpos de Flaviana, do marido Romoyuki Gonçalves, 43, e do filho Juan, 15, foram achados carbonizados no porta-malas do carro dela, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Segundo o Uol, ele segurava dois capacetes enquanto aguardava.

A polícia ainda investiga quem é o homem e se ele tem ligação com o crime. O fato dele ter sido visto naquele horário parado na portaria do condomínio, que fica em Santo André, levantou a desconfiança dos policiais. As imagens fazem parte do inquérito.

A filha de Flaviana e Romoyuki, Ana Flávia, 24, e a namorada, Carina Ramos, 26, foram presas pelo crime na quarta (29). Segundo a polícia, as duas chegaram ao condomínio por volta das 18h, cerca de oito horas antes do carro ser achado com os corpos.

A cronologia do caso, segundo o Uol:

17h58: Carro da suspeita chega pela primeira vez ao condomínio dos pais

(Foto: Reprodução)

O Fiat Palio de Ana Flávia chega ao condomínio Morada Verde às 17h58. A polícia não sabe quem dirigia, mas acredita que Ana Flávia e Carina estavam no carro. Cinco minutos depois, o veículo sai. Entre este horário e às 21h44, o carro foi registrado entrando e saindo do condomínio por três vezes.

19h38: Romuyuki chega em casa

(Foto: Reproduçaõ)

Entre as entradas e saídas da filha, o comerciante Romuyuki chega no condomínio, cruzando o portão no horário indicado. O Palio da filha passa logo em seguida, muito perto do veículo dirigido pelo pai.

(Foto: Reprodução)

20h45: Carina é vista encapuzada

(Foto: Reproduçao)

Pouco depois, Carina entra no condomínio pelo portão, a pé, usando um moletom com capuz. A roupa chamou atenção porque fazia calor no dia. Carina aparece às 20h46 no bolsão do estacionamento do condomínio a pé. 

Um minuto depois, o Palio prateado sai novamente de lá. Carina, por sua vez, sai a pé e atravessa a rua. O veículo a segue. Na Rua Beija Flor, perto do condomínio, Carina entra no carro. O veículo ainda volta cerca de uma hora depois.

22h18: Carro de Flaviana chega ao condomínio

(Foto: Reprodução)

O Jeep Compass de Flaviana chega nessa hora. Ela estava trabalhando em uma das lojas que tinha em um shopping. A polícia não sabe se ela foi rendida ainda no shopping ou só quando chegou em casa.

0h55: Homem na portaria na hora da saída dos carros

(Foto: Reprodução)

Um homem fica parado em frente à portaria, segurando dois capacetes, cerca de um minuto antes dos carros de Flaviana e Ana Flávia deixarem o condomíniuo pela última vez. De acordo com depoimento de uma testemunha, a polícia acredita que um homem alto, de cerca de 1,90m, participou do crime e ajudou a colocar os corpos de pai e filho no porta-malas.

A testemunha contou que viu este homem ajudando Ana Flávia e Carina a colocar algo grande no carro, que estava estacionado de ré na casa da família. Não se sabe se este homem seria o mesmo que aparece em frente à portaria nas filmagens.

O porteiro contou à polícia que Flaviana saiu de lá dirigindo o próprio carro, o que a polícia ainda procura confirmar.

2h30: Corpos carbonizados
O carro de Flaviana foi achado com os três corpos carbonizados na Estrada do Montanhão, em São Bernardo do Campo.

(Foto: Reprodução)

Ana Flávia passou mal durante o depoimento à polícia. Ela afirmou que os pais deviam dinheiro a um agiota, cerca de R$ 200 mil, e que isso pode ter motivado o crime. Ela e Carina dizem que estavam na casa da família quando um telefonema deixou "todos exaltados". A família decidiu ir embora e pouco depois Carina e Ana Flávia dizem que saíram também. Elas não sabem explicar o sangue que foi achado na casa e nas roupas de Ana Flávia. "Segundo elas o clima ficou ruim, e elas perceberam que tinham de se retirar", explica o delegado Paul Henry Bozon.

A suspeita diz que a mãe iria pagar o agiota e depois seguiria com marido e filho para uma cidade de Minas Gerais.

Ana Flávia e Carina moram em uma favela perto do condomínio. Elas dizem que ficaram em casa durante a noite, mas as imagens do condomínio mostram que elas estavam na casa das vítimas.

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