Incêndio de grandes proporções atinge galpão em Valéria

salvador
23.02.2021, 10:07:42
Atualizado: 23.02.2021, 12:41:51
Chamas altas atraíram a atenção da comunidade (Arisson Marinho/CORREIO)

Incêndio de grandes proporções atinge galpão em Valéria

Chamas começaram durante a madrugada e bombeiros ainda trabalham no rescaldo

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Um incêndio em um galpão de pallets, em Valéria, deixou os moradores assustados na manhã desta terça-feira (23). As chamas começaram durante a madrugada e logo uma coluna de fumaça anunciava onde o fogo estava destruindo tudo. O incêndio aconteceu na 2ª Travessa das Pedreiras, uma das transversais da Rua José Roberto Otoni, a principal via do bairro, e foi controlado por volta das 8h. Às 10h, os bombeiros ainda trabalhavam no rescaldo.

Os moradores contaram que foi um vizinho quem percebeu as chamas primeiro. Ele estava saindo de casa para trabalhar, por voltas das 4h, quando viu o clarão provocado pelo fogo e correu para avisar à esposa. A mulher, então, foi até a janela do quarto e chamou até acordar a vizinha, que mora ao lado do galpão. 

(Arisson Marinho/CORREIO)
(Arisson Marinho/CORREIO)
(Arisson Marinho/CORREIO)
(Gil Santos/CORREIO)
(Gil Santos/CORREIO)
(Gil Santos/CORREIO)
(Arisson Marinho/CORREIO)

Taylane Félix, 33 anos, acordou assustada e, em seguida, despertou o marido e o irmão para ajudarem no combate às chamas. Eles contaram que usaram uma marreta para arrombar o cadeado para conseguirem entrar na fábrica e pegaram a água de um tonel que fica na porta de um morador para apagar o fogo. O local não tem vigilante durante a madrugada e não havia ninguém no galpão no momento do incêndio.

"Liguei para um rapaz que trabalha no galpão, ele chegou rápido e ajudou a gente a apagar o fogo. Chamei os bombeiros e pedi ajuda também das empresas que ficam aqui perto, e eles mandaram carro-pipa", contou Taylane. 

Os bombeiros chegaram cerca de 10 minutos após receberem o primeiro chamado. Nesse momento, o fogo que atingia a madeira do lado direito do galpão já havia sido debelado pelos moradores, mas as labaredas do lado esquerdo estavam altas e destruindo tudo pelo caminho.

"A gente retirou alguns pallets para tentar evitar que o fogo se propagasse mais rápido, mas quando os bombeiros chegaram pediram para a gente parar porque eles poderiam precisar dos pallets como apoio no combate ao fogo", disse a moradora.

O proprietário esteve no local, disse que o galpão existe há seis anos e que nunca havia sofrido um incêndio. Ele não quis informar mais detalhes, e disse que ainda não calculou o prejuízo.

Combate
Foram necessários seis carros do corpo de bombeiros e 19 homens até que as chamas fossem controladas, por volta das 8h. Os bombeiros seguem trabalhando no rescaldo. O comandante do 3º Grupamento de Bombeiros Militares, tenente-coronel George Demétrius Castro Lima, informou que o local não tem hidrantes nem outros equipamentos de segurança, mas que o fato do galpão ser aberto ajudou a dispersar o calor e a fumaça.

“O incêndio se deu nas toras que estavam na parte dos fundos, uma madeira maciça que posteriormente seria processada para a fabricação de pallets, que é a finalidade comercial desse empreendimento. Os pallets que já estão fabricados estão em sua grande maioria preservados, mas as madeiras que estavam nos fundos queimaram de maneira lenta e depois o fogo pegou uma dimensão maior. É madeira seca e essa queima libera pouca fumaça, mas o calor é elevado”, contou.

A falta de hidrantes obrigou os bombeiros a alternarem viaturas com água. Os moradores contaram que em um dos momentos faltou água, mas que outro carro do corpo de bombeiros chegou em seguida e conseguiu suprir logo a demanda.

As causas do incêndio serão investigadas. Os moradores lamentaram o ocorrido e disseram que o proprietário é uma pessoa querida na comunidade. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

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