Isaquias Queiroz e Jacky Godmann ficam em 4º no C2 1000 em Tóquio

esportes
03.08.2021, 00:12:00
Atualizado: 03.08.2021, 10:41:05
Jacky Godmann e Isaquias Queiroz ficaram na quarta colocação (Wander Roberto/COB)

Isaquias Queiroz e Jacky Godmann ficam em 4º no C2 1000 em Tóquio

Baianos fecham a prova em 3min27s603 e ficam fora do pódio; Ouro ficou com a dupla cubana

Ainda não será dessa vez que Isaquias Queiroz se tornará um dos maiores medalhistas da história do Brasil em Olimpíadas. Na madrugada desta terça-feira (3), o atleta e o companheiro Jacky Godmann terminaram a final do C2 1.000m da canoagem velocidade de Tóquio em 4º, com o tempo de 3min27s603.

A prova, disputada no Canal Sea Forest, foi vencida pelos cubanos Serguey Torres e Fernando Jorge, que remaram em 3min24s995 e quebraram o recorde olímpico. Os chineses Hao Liu e Pengfei Zheng ficaram com a medalha de prata, com o tempo de 3min25s198, e os alemães Sebastian Brendel e Tim Hecker completaram o pódio, com 3min25s615.

"Pode parecer um discurso repetido, mas a gente sabe o quanto a gente treina, treinamos muito, sofremos muito. A gente treinou todo dia, foi duro. Não é porque foi a primeira Olimpíada do Jacky que já está bom, ele treinou muito. Eu vim representar todo cidadão brasileiro, a gente não desiste nunca. A gente chegou aqui bem. A gente sonhava muito com o pódio, então ficamos sentidos, mas demos nosso máximo. A gente fez o que tinha que fazer. Eu não quero sair daqui sem meu ouro, então vou me preparar que daqui a dois dias tem mais", disse Isaquias, em entrevista para a TV Globo após a prova.

"O objetivo era pegar medalha, o gosto é de derrota, mas o trabalho foi bem feito pelo treinador. Só tenho a agradecer ao Lauro [de Souza Jr., o treinador] e ao Isaquias e a todos da equipe. Infelizmente não veio a medalha, lutamos por isso", completou Jacky.

Baiano de Ubaitaba, Isaquias, de 27 anos, tinha conquistado duas pratas e um bronze na Rio-2016 e mirava igualar o recorde dos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, com cinco medalhas olímpicas, cada. Sem conseguir se colocar no top 3 da prova em dupla, terá nova chance na disputa individual: a partir de quinta-feira (5), ele competirá na C1 1.000m. Semifinais e final marcadas para sexta-feira (6). 

Isaquias, porém, não conseguirá alcançar o feito dos velejadores ainda no Japão: a canoa individual de 200 metros, uma das provas em que o atleta teve sucesso há cinco anos, saiu do programa olímpico. Assim, a missão das cinco medalhas ficará para Paris-2024.

Caminho em Tóquio
A prova no Japão foi a primeira, a nível olímpico, disputada pelo baiano ao lado de Jacky. Isso porque, inicialmente, quem seria o parceiro de Isaquias em Tóquio era outro baiano, Erlon Souza - o mesmo com quem conquistou a prata no Rio de Janeiro, há cinco anos. Na época, os dois completaram a disputa em 3m44s819, atrás apenas dos alemães Sebastian Brendel e Jan Vandrey, com 3m43s412.

Erlon, porém, não se recuperou a tempo de uma lesão no quadril e acabou fora da convocação para Tóquio. Desta forma, Jacky, que é de Itacaré, ficou com a vaga. Aos 22 anos, ele já tinha remado com Isaquias em maio, na etapa da Hungria da Copa do Mundo da canoagem, e a dupla ganhou o bronze.

Isaquias Queiroz e Jacky Godmann começaram a disputa do C2 1.000m com um terceiro lugar nas eliminatórias, com 3min48s378. Como ficaram atrás dos representantes da China e Cuba, tiveram que competir nas quartas - só os dois primeiros conjuntos avançavam direto para as semis. A classificação, porém, veio sem sustos: foram bem, lideraram de ponta a ponta, e venceram com o tempo de 3m48s611.

Nesta segunda-feira (2), nas semis, Isaquias e Jacky terminaram em quarto lugar da segunda bateria, com o tempo de 3min27s167. As quatro primeiras duplas avançavam. Isaquias e Jacky controlaram bem o ritmo e chegaram, inclusive, a liderar boa parte da disputa. Na reta final, porém, diminuíram o ritmo, já pensando em guardar forças para a final.

Na decisão, Isaquias e Jacky estavam na raia 8 e fecharam os primeiros 250 metros na terceira posição. Mas, na metade da prova, já haviam caído para quarto. Nos últimos metros, os brasileiros aceleraram, mas não conseguiram alcançar os alemães e ficaram fora do pódio.

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