Khachanov surpreende, bate Djokovic e vence Masters 1000 de Paris

esportes
04.11.2018, 16:02:00
Atualizado: 04.11.2018, 16:02:31
Karen Khachanov conquista um torneio Master pela primeira vez (Christine Poujoulat / AFP)

Khachanov surpreende, bate Djokovic e vence Masters 1000 de Paris

É o maior título da carreira do russo

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Em uma semana de muito brilho e grandes vitórias, o russo Karen Khachanov selou a sua campanha no Masters 1000 de Paris com o título, o maior de sua carreira até agora. Na final deste domingo (4), na capital da França, o tenista de 22 anos derrubou ninguém menos que o sérvio Novak Djokovic, que retomará o topo do ranking da ATP na segunda-feira, em um consistente triunfo pelo placar de 2 sets a 0 - com parciais de 7/5 e 6/4, em 1 hora e 37 minutos.

Atual 18º do mundo, Khachanov só tinha três títulos no currículo até então - todos de nível ATP 250. Não tinha nem finais em ATP 500 ou Masters 1000, o que foi obtido nesta semana em Paris. Com o resultado, subirá para o 11º lugar do ranking e ainda se tornará o segundo reserva para o ATP Finals, que encerrará a temporada ao reunir os oito melhores do ano em Londres, entre os próximos dias 11 e 18.

Ele ainda encerrou um jejum de troféus dos tenistas russos no circuito profissional. Khachanov se tornou o primeiro a vencer um Masters 1000 desde que Nikolay Davydenko foi campeão em Xangai, em 2009. No geral, é o terceiro tenista a vencer o seu primeiro título deste nível na temporada de 2018 - os outros são o argentino Juan Martín del Potro e o norte-americano John Isner

De quebra, Khachanov acabou com a série invicta de 22 jogos de Djokovic, que vinha de três troféus consecutivos: Masters 1000 de Cincinnati, US Open e Masters 1000 de Xangai. Apesar da derrota na final, o sérvio vai retomar a liderança do ranking na atualização desta segunda-feira, superando o espanhol Rafael Nadal. A posição estará em jogo no ATP Finals.

A final deste domingo foi marcada por uma queda de rendimento do sérvio ao longo da partida. Nos últimos dias, ele chegou a reclamar de uma gripe, mas não usou o mal-estar para justificar a derrota ao fim da decisão do título.

Djokovic começou impondo forte ritmo e faturou a primeira quebra do jogo ao abrir 3/1 no placar. Na sequência, fez 0/30 no saque do rival. Mas, a partir daí, foi surpreendido pela reação do russo, que devolveu a quebra e ainda obteve outra na sequência para fechar o primeiro set.

No segundo, Djokovic perdeu intensidade em quadra e passou a cometer erros em sequência. E Khachanov soube aproveitar as suas oportunidades. Impôs a primeira e única quebra da parcial e manteve o forte ritmo, ameaçando o serviço do favorito em outras cinco oportunidades, salvas pelo sérvio.

Diante dos erros do futuro número 1, o tenista de Moscou manteve a consistência em seus games de serviço e sequer teve o fundamento ameaçado no set. E, na hora decisiva, fechou o set e o jogo com tranquilidade, sem se abalar com a pressão.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas