Manu fala sobre Marquezine, namoro e diz que se arrepende de ter colocado silicone

em alta
30.04.2020, 15:54:23
Atualizado: 30.04.2020, 15:59:00
(Foto: Isabella Pinheiro/Gshow)

Manu fala sobre Marquezine, namoro e diz que se arrepende de ter colocado silicone

Ex-BBB também lembrou detalhes da sua participação no programa

Terceira colocada no BBB20, Manu Gavassi viveu altos e baixos nesta edição do reality. Cancelou e foi cancelada, atacou e foi atacada. Em entrevista ao Gshow, ela relembrou parte da sua passagem pelo programa e comentou sobre assuntos como a fama, seu namoro, a amizade com Bruna Marquezine e o arrependimento de ter colocado silicone nos seios. Confira:

Pedido de namoro ao vivo
“Uma mulher confinada faz loucuras. Entrei naquela casa, olhei para a grama, vi que era sintética e falei: ‘Amo o Igor’ (risos). A grama é tão falsa que quero pedi-lo em namoro, quero lembrar de algo verdadeiro (risos). Ele é um fofo, querido, a gente já estava se conhecendo. Minha escolha era a de não expor, porque tinha pouco tempo e queria preservá-lo. Não consegui. Quando a gente está confinada abre a boca e fala um monte de coisas, fica muito louca e pensando no que sente falta. Não senti saudade do meu celular um dia sequer. Senti de ter contato com as pessoas que gostam do meu trabalho, porque é importante esse feedback, e não de ficar vendo a vida dos outros. Você busca e sente falta do que é real na sua vida.”

Morar juntos? Ainda não!
“Já era uma decisão que ele tinha tomado (se mudar para São Paulo) por causa do trabalho. Fiquei sabendo agora. Morar junto ainda não. Foi bem intenso, mas tem três meses, então acho que a gente precisa continuar se conhecendo. Fico muito feliz porque ele é um menino do bem e tranquilo.”

Negativo para gravidez
“De fato, achei que pudesse estar grávida. Fiquei tão nervosa lá dentro que minha menstruação não descia, coisa hormonal. Aí perguntei para Marcela, na inocência, e ela me olhou com uma cara, que pensei: ‘Meu Deus, perguntei isso no Big Brother enquanto a menina lavava a calcinha. Nada a ver (risos). Logo eu, tão preocupada com minhas aspas, dei a pior. Já pensava no meu pai (o jornalista e apresentador Zé Luiz) chorando, na minha mãe fazendo enxoval, no Igor pai do ano... (risos). Ferrou. Me chamaram no confessionário e disse: ‘Acho que não existe essa possibilidade, mas se quiserem testar fico mais tranquila’. Não era nada. Foi engraçado. Gizelly deu até um nome para o meu bebê: Ioga.”

Carência afetiva
“Sou muito focada no meu trabalho. Quando tomei a decisão de me apropriar da minha imagem, sabia onde estava me metendo, sabia que podia durar três meses. E todas as pessoas próximas admiraram essa coragem. Diziam para eu me jogar porque poderia ser uma experiência muito maravilhosa na minha vida, para minha imagem e para me conhecerem. Segurei bastante a onda. Não sofri pensando nisso.”

Maior dificuldade
“O lance das meninas no começo foi horrível (quando Mari Gonzalez e Bianca Andrade foram alvos de estratégias dos homens no jogo). Ver situações com as quais não concordo me fez sentir desprotegida. Nunca conviveria com pessoas que têm esse tipo de comportamento. Isso me incomodou e, ao mesmo tempo, me deu forças para entender que, se saísse logo, ainda assim teria me posicionado sobre coisas que abomino. Tenho voz. Foi muito forte o que aconteceu e eu entendi a proporção. Mais do que isso, não tive compreensão de nada, só vivi mesmo.”

“Difícil também foram os momentos de tédio absoluto. Muitas vezes, não tinha mais assunto para conversar. Eu e Rafa (Kalimann, vice-campeã) já sabíamos tudo uma da outra. Para mim, que sou ligada no 220 volts, que só pensava em trabalho, foi um aprendizado também. Gostar de não fazer nada, saber descansar e ter equilíbrio na vida.”

Relacionamento abusivo
“Quando se é novinha, pode nem perceber e abrir mão de coisas por amor, mas amor é quando você não precisa abrir mão de nada. Já passei por situações assim. Trair é falta de respeito, se o combinado não é esse. Justificar só pelo fato de ser homem e achar que pode, não é certo. Essas pequenas coisas que a gente cresceu ouvindo, hoje penso: ‘Nem ferrando’. Sei bem o que quero para mim e não quero me prestar a certas coisas achando que é por amor.”

Sem tabu
“Nunca me relacionei com meninas, mas não me julgo. Se eu tiver vontade em algum momento da vida, não vai ter problema algum.”

Corpo
“Acho que emagreci, porque quando fico ansiosa perco peso e, nas últimas semanas, estava bem tensa. Passamos por fases. No começo, a gente se adapta ao cardápio, depois come igual a um javali (risos). Virei fã de macarrão instantâneo. No fim das contas, a gente queria mais era ficar na Xepa do que no Vip. Me arrisco na cozinha, tenho até uma queimadura para provar, fui fazer batatas gratinadas e quando tirei do forno me queimei. Meu pão com ovo virou hit (risos).”

Autoestima
“É conquistada, porque não é fácil para ninguém, principalmente trabalhando em um meio que te cobra ser linda e perfeita o tempo inteiro. Para mim, o fato de ter topado entrar na casa também diz muito sobre isso. Estava ali de biquíni, de cara lavada... Mexe com a autoestima mesmo."

"Quando eu era mais nova e tinha alguma coisa que não conseguia controlar, costumava mudar o foco. Então se estava insegura no trabalho, mudava o foco para o corpo, era uma paranoia. Agora estou revendo isso. De me olhar no espelho e falar: ‘Está tudo certo’. Lá, eu não queria malhar e tudo bem. Se aparecesse na TV tomando banho e inchada, OK, todo mundo fica inchado. Corpo bom é o corpo que você se sente bem. Me amo do jeito que sou, não preciso me cobrar perfeição.”

Transição capilar
“Meu cabelo já foi um problema, queria de todo jeito alisar. E alisei. Agora tenho vontade de deixar natural. Quero paz. Só que é um processo difícil. Cogitei seriamente raspar a cabeça, usar umas perucas e deixar crescer. Admiro as meninas que estão passando por isso. Eu lutava contra meus cachinhos. Com 14 anos, comecei a alisar. Em algum momento vai me dar a louca e vou mudar o visual.”

Cirurgias plásticas
“Coloquei silicone e me arrependo profundamente, porque não tinha necessidade alguma. Foi em um desses períodos de insegurança, um surto. Coloquei 150 ml em cada seio. Já gostava do meu peito, mas olhava e falava: ‘Quer dizer que para ser bonita e sexy precisa ter silicone? Então vou colocar’. Lembro que uma vez, usei um vestido decotado e rendeu muitos comentários falando sobre isso, dizendo que eu tinha peito caído. Ficou essa sementinha na minha cabeça. Depois de dois anos (em 2017), decidi que faria só para me sentir mais mulher."

“Me arrependo porque foi uma decisão tomada pela minha insegurança. Quando a pessoa tem convicção, faz porque quer e gosta, ótimo, mas quando é para ser mais aceita não acho legal. Não quero dar esse exemplo para meninas mais novas. Se eu não tivesse colocado, hoje nunca sentiria vontade.”

“Da plástica no nariz não me arrependo. Fiz novinha, tinha desvio de septo. Acho que ficou mais harmonioso com meu rosto, e já era um procedimento que eu teria que passar de qualquer jeito.”

Autoconhecimento
“Faço terapia desde os 5 anos de idade. Minha mãe (Daniela Gavassi) é psicóloga. Sempre me questionei muito e analisei minhas decisões. Claro que a gente tem fases mais vulneráveis, eu também tive as minhas, de mais insegurança. Mas hoje estou em um lugar muito legal. Só de me permitir passar por essa experiência aos olhos de todo país, já me sinto muito forte: de ter chorado, de ter achado que estava perdida, que podia ter cometido um erro. Nunca tive medo de falar o quanto aquilo era difícil. Eu falava o tempo inteiro que queria sair (do programa). Minha maior adversária era eu mesma, minha cabeça. Mas sabia que seria bom para mim."

"Sei o que tenho para mostrar, sei do trabalho que deixei aqui fora e quero passar por isso. Não quero ser medrosa. Foi essa a decisão que tomei. Então, me sinto muito forte até por ter me permitido ser fraca, ter momentos de vulnerabilidade e tenho orgulho de ter mostrado isso.”

Amizade
“Bruna (Marquezine) vestiu a camisa mesmo. A gente se conheceu gravando Em Família (2014). Foi uma conexão imediata. Teve um dia que as duas estavam tristinhas e desabafou uma com a outra. Grudamos. Ela é uma amiga querida. Sinto uma vibe de família com a Bru, a gente tem muita identificação, ela tem um coração lindo e os mesmos ideais que eu. Ela disse que não fez campanha na Final, eu também não pedi votos estando lá, achei incrível a Thelminha ter ganhado.”

“Não tenho esse espírito de competição, de dinheiro acima de tudo. Estava muito feliz de estar na Final com mulheres que admiro (Thelma e Rafa Kalimann), que tiveram opiniões e lutas ali parecidas com as minhas. Achei lindo a Bruna ter vestido a camisa. Eu faria o mesmo por ela, e ela sabe. A gente se ama muito.”

Fama
“Não sei se lido bem. Acho que agora estou famosa, né? Nunca tive essa exposição, vi a Bruna tendo. Vi algumas pessoas sendo desrespeitosas na maneira de abordá-la e aquilo me doía. A maneira que me abordavam era outra, só vinham falar comigo quem conhecia meu trabalho e era com carinho. Nunca experimentei essa proporção.”

“A fama é muito boa porque é um combustível para mostrar seu trabalho, para dar mais visibilidade, passar sua mensagem para mais gente e isso tem valor, porque sei o que é você ter ideias e não comprarem. Já tomei muita portada na cara e com bons projetos, isso que me doía. Não apostavam e sei que tinha a ver com esse fator fama. Minha decisão de ter entrado no Big Brother foi: ‘Tenho ideias, sei que tenho inteligência para realizá-las, sei o quanto quero escrever e contar minhas histórias, roteirizar, dirigir, criar minhas músicas...’. E sei que preciso de fama para isso, para fazer com a proporção e qualidade que quero. Agora, aos 27 anos, estou pronta. Talvez mais nova, eu não estivesse porque teria muito medo. Mas agora vou saber lidar.”

“E que bom que as pessoas me conheceram em um reality show que mostra exatamente quem sou, porque isso me dá paz. Não tem mensagem errada ali, aquela sou eu!”

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas