Mesmo sem voos internacionais, brasileiros deportados continuam chegando

brasil
28.03.2020, 08:59:55

Mesmo sem voos internacionais, brasileiros deportados continuam chegando

Belo Horizonte recebeu quatro voos com pessoas que tentaram entrar ilegalmente nos EUA desde 16 de março

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Um grupo de 44 pessoas foi a 12ª leva de brasileiros a desembarcar no aeroporto internacional de Confins (a 37 km de Belo Horizonte), no início da tarde desta sexta-feira (27), segundo a Polícia Federal. Todas as companhias aéreas que operam no local suspenderam temporariamente seus voos internacionais devido à pandemia do novo coronavírus.

O último deles, operado pela Copa Airlines, partiu com destino ao Panamá na madrugada de segunda-feira (23), segundo a BH Airport, empresa que administra o aeroporto. Também na segunda, um voo com 38 deportados vindos dos EUA chegou a Confins.

O voo desta sexta foi o quarto voo a trazer brasileiros deportados dos Estados Unidos desde o dia 16 de março, quando as medidas de isolamento social se tornaram mais rígidas em vários estados do Brasil. Os voos são fretados pelo governo americano, mas devem ser autorizados pelo governo brasileiro.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o procedimento adotado com os brasileiros deportados é o mesmo de desembarque de outros voos internacionais. Casos sintomáticos são encaminhados para atendimento, e a agência monitora relatos em aeronaves, intervindo quando necessário.

A Anvisa diz que a notificação de casos suspeitos em voos é responsabilidade das companhias aéreas.

A Polícia Federal divulgou ainda que, no grupo que desembarcou nesta sexta-feira, estava um homem de 50 anos, foragido, cujo nome constava na lista de difusão vermelha da Interpol. Um mandado de prisão preventiva por homicídio havia sido expedido contra ele em Conselheiro Pena (MG).

A ação que resultou na prisão foi trabalho conjunto de autoridades brasileiras e a Agência de Imigração Americana (ICE), segundo a PF. Ainda de acordo com a polícia, o homem teria fugido para os EUA em 2017, depois de contratar a morte de pelo menos duas pessoas.

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