Ministério da Saúde autoriza uso da Pfizer para 2ª dose de grávidas que tomaram Astrazeneca

coronavírus
23.07.2021, 21:41:06
Atualizado: 23.07.2021, 21:47:02
(Divulgação/PMLF)

Ministério da Saúde autoriza uso da Pfizer para 2ª dose de grávidas que tomaram Astrazeneca

MS diz que que a intercambialidade não é recomendada, mas fala em situações de exceção, tanto por contraindicações específicas ou pela ausência de um imunizante

Uma nota técnica do Ministério da Saúde nesta quinta-feira (22) diz que mulheres grávidas ou no puerpério que receberam a primeira dose do imunizante Astrazeneca/Oxford contra a covid-19 deverão ser vacinadas com uma dose da Pfizer ou, na falta dela, da Coronavac.
 
As informações são da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, que teve acesso ao documento elaborado pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e assinado pela secretária Rosana Leite de Melo.
 
A nota técnica nº6/2021 trata da intercambialidade de vacinas para Covid-19, ou seja, da possibilidade de utilizar vacinas diferentes na primeira e na segunda doses.
 
"Às mulheres que receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca/Fiocruz e que estejam gestantes ou no puerpério (até 45 dias pós-parto) no momento de receber a segunda dose da vacina deverá ser ofertada, preferencialmente, a vacina Pfizer/Wyeth. Caso este imunizante não esteja disponível na localidade, poderá ser utilizada a vacina Sinovac/Butantan", diz a nota.
 
O texto diz que a intercambialidade não é recomendada, mas que uma vacina contra a Covid-19 de outro fabricante pode ser aplicada em situações de exceção, tanto por contraindicações específicas ou pela ausência de um imunizante -  o que pode ser aplicado para o caso de alguém que recebeu uma fora do Brasil de uma vacina que não exista no país.
 
Ainda segundo a nota, "os indivíduos que receberem a vacina no esquema de intercambialidade deverão ser orientados a respeito das limitações referentes aos dados existentes e do perfil de risco benefício", diz a nota.
 
O uso da vacina da Astrazeneca/Oxford em gestantes e puérperas com comorbidades foi suspenso pelo ministério em maio, após a morte de uma gestante que havia recebido o imunizante no Rio de Janeiro. Alguns estados como o Rio de Janeiro já haviam iniciado a intercambialidade, mesmo quando o MS mantinha apenas a posição contrária. Na última quarta-feira, o governo de São Paulo autorizou a aplicação de doses da Pfizer para a segunda dose de  integrantes desse grupo  que tomaram dose da AstraZeneca/Oxford.
 
Bahia
 
Na última terça-feira, a Secretaria Estadual da Saúde da Bahia (Sesab) divulgou nota, onde recomenda que gestantes que já receberam a primeira dose da vacina contra a covid não recebam outro tipo de imunizante na segunda dose.
 
Na ocasião, a Sesab recomendou que se a primeira dose tivesse sido feita com a vacina da Oxford/AstraZeneca, as mulheres devem aguardar o prazo de 45 dias pós parto para completar o esquema vacinal com o mesmo tipo de vacina. A posição seguia a recomendação anterior do Ministério da Saúde. O estado ainda não se posicionou após a autorização dada pelo Governo Federal nesta sexta.

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