Missa lembra os 26 anos da morte de Irmã Dulce

salvador
13.03.2018, 18:36:00
Atualizado: 13.03.2018, 18:40:44
Santuário ficou lotado para a missa (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

Missa lembra os 26 anos da morte de Irmã Dulce

Vaticano analisa processo de canonização da beata

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É difícil mensurar quanto custa fazer o bem, mas para os devotos de Irmã Dulce a retribuição pode ser a santidade. Nesta terça-feira (13), uma missa foi celebrada em homenagem a beata chamada de Anjo Bom da Bahia e que concorre também ao título de santa. A cerimônia foi realizada no Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, no Largo de Roma, em lembrança dos 26 anos da morte da religiosa.

A missa foi presidida pelo padre Edson Menezes, reitor da Basílica do Senhor do Bonfim. Inicialmente, a cerimônia seria realizada pelo arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil dom Murilo Krieger, mas a arquidiocese informou que houve um conflito de agenda.

Fiéis fazem orações e pedidos para Irmã Dulce (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Padre Edson destacou a dedicação de Irmã Dulce em atender e servir os mais necessitados. “Aqui, na Bahia, nasceu, viveu e morreu uma santa. Irmã Dulce é a nossa santa, nosso orgulho e alegria. Ela é nossa referência de alguém que soube transformar uma prática de vida nos ensinamentos de Jesus. Então, nesse dia, vamos renovar o nosso compromisso de viver como ela viveu e tomar o seu exemplo como referência de servir”, afirmou.

Durante a celebração, o público aplaudiu as palavras dedicadas a Irmã Dulce por diversas vezes, e internos do Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolistas (Cata), das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), levaram até o altar esculturas, mosaicos e outros objetos confeccionados durante o tratamento.

Eronildo leva homenagem até o altar (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

O técnico de laboratório Eronildo José Viana, 60 anos, construiu um pequeno oratório decorado com a imagem da beata. Ele mora em Paripe, no Subúrbio Ferroviário, e todas as terças e quintas-feiras vai até a Osid para fazer o tratamento contra o alcoolismo.

“Ela tem que ser reconhecida como santa porque ela é mesmo uma santa. Esse tratamento que a gente faz é muito bom. Pensar que ela construiu tudo isso do nada, a partir de um galinheiro, é impressionante. Não tenho dúvida de que ela foi mesmo o Anjo Bom da Bahia”, afirmou.

O processo de canonização de Irmã Dulce está em análise pelo Vaticano. No total, três milagres são atribuídos a ela, sendo que uma das três graças recebeu validação jurídica da Santa Sé há cerca de dois meses. O próximo passo é a avaliação da benesse por parte dos teólogos e cientistas. Depois disso, o papa pode dar o veredito final.

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