Mulheres se unem nas redes contra Bolsonaro

brasil
13.09.2018, 08:46:00
Atualizado: 13.09.2018, 12:11:49
(Foto: AFP / EVARISTO SA)

Mulheres se unem nas redes contra Bolsonaro

Entre o eleitorado feminino a rejeição ao candidato é de 50%

Criado no dia 30 de agosto no Facebook, o grupo "Mulheres Unidas contra Bolsonaro", dedicado a se opor ao candidato do PSL à Presidência, "quebrou" a internet. O agrupamento, formado apenas por eleitoras, começou a chamar a atenção na segunda-feira, 10, ao agregar mais de 300 mil mulheres em um único dia. Dois dias depois, atingiu 1,2 milhão - o equivalente a 1,5% do eleitorado feminino apto a votar este ano.

As adesões acumuladas em alta velocidade mostram a rejeição que o presidenciável enfrenta entre eleitoras - a maioria das votantes no Brasil. Bolsonaro lidera as pesquisas com 26% das intenções de voto, mas entre o eleitorado feminino sua rejeição é de 50%, segundo pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, 11.

As criadoras do grupo afirmam que o objetivo não é apoiar nenhum partido e que todas as posições políticas são bem-vindas, desde que não votem no candidato do PSL, a quem chamam de "inominável" ou "coiso". O grupo aproveita a grande mobilização online para marcar atos públicos contra o candidato na sexta-feira, na Avenida Paulista, em São Paulo, e no dia 29, na Cinelândia, no centro do Rio, entre outros eventos.

"Numa conversa informal, resolvemos criar o grupo para demonstrar a nossa insatisfação em relação à candidatura do inominável por conta de seu discurso misógino, de ódio às minorias", disse a publicitária Ludmila Teixeira, criadora do grupo.

A campanha de Bolsonaro nega o discurso machista e reclama da exploração de imagens do deputado empurrando e insultando a colega deputada Maria do Rosário (PT-RS) e ofendendo uma repórter.

'Reação'

"As mulheres são o grande calcanhar de Aquiles de Bolsonaro", afirmou o diretor de Análises de Políticas Públicas da FGV, Marco Aurélio Ruediger. "É uma reação importante acontecendo diante das posturas desse candidato", disse a professora de Direito da FGV/SP Luciana Ramos, especialista em participação feminina na política.

Também foram criados grupos de mulheres de apoio a Bolsonaro, mas eles não chegam a ter 100 mil integrantes. Uma manifestação chamada "Mulheres com Bolsonaro" foi marcada para o dia 29, na Candelária, no centro do Rio, para "contrapor ao evento criado pelo movimento feminista", afirma um texto que circula nas redes. As informações são do jornal O Estado de S Paulo.


Relacionadas
Correio.play
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/fotografa-faz-ensaios-para-negros-a-preco-acessivel-no-reconcavo/
Ellen Katarine também é trancista, dreadmaker e estudante de História na UFRB
Ler Mais
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/thiaguinho-chora-ao-cantar-musica-que-escreveu-para-fernanda-souza-veja/
Cantor começou a se emocionar durante a canção 'Deixa Tudo Como Está'
Ler Mais
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/dancarino-morre-e-outras-duas-pessoas-ficam-feridas-em-ataque-de-faccao/
Três homens e uma mulher em um carro atiraram contra moradores em São João do Cabrito
Ler Mais
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/jovem-se-finge-de-gato-e-mia-embaixo-da-cama-para-nao-ser-achado-por-policiais/
Ele é suspeito de ter participado de um latrocínio em Fortaleza
Ler Mais
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/do-cordel-a-escultura-leitores-fazem-homenagens-para-correio/
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/homem-deixa-delegacia-e-volta-atacar-publico-lgbt-na-porta-de-unidade/
Na madrugada, Edson Macedo invadiu bar Caras e Bocas, destruiu local e agrediu clientes e artistas
Ler Mais
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/triste-sina-da-mulher-ketchup-8-anos-depois-erenildes-aguiar-enfrenta-depressao/
Sem a fama de antes, arrependida e com doença severa, Erenildes vive de remédios e trancada dentro de casa
Ler Mais