Multidão reunida no Farol da Barra lamenta empate da Seleção na estreia

salvador
17.06.2018, 19:20:00
Atualizado: 17.06.2018, 20:26:17
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Multidão reunida no Farol da Barra lamenta empate da Seleção na estreia

Cerca de 20 mil pessoas viram jogo do Brasil em telão; depois, teve show do Jammil

O empate do Brasil contra a Suíça, em 1x1, na estreia da Copa do Mundo 2018, não refletiu a empolgação da torcida baiana que estava no Farol da Barra neste domingo (17).

Mais um Mundial chegou e assim como na edição de 2014, muitos escolheram o ponto turístico para assistir aos jogos e torcer pela seleção. Faltaram os estrangeiros como na Copa passada, mas sobrou animação das 20 mil pessoas que estavam lá para ver o jogo e, depois, curtir um show da banda Jammil. 

Jogo tenso
A aposentada Edite Souza simbolizava bem essa empolgação da torcida baiana. Vestida de verde e amarelo da cabeça aos pés e até de batom verde na boca, ela vibrava com a estreia da Seleção.

“Dessa vez, eu tô com fé. Vai dar Brasil”, disse a senhora, Acompanhada de uma amiga tão caracterizada como ela, Edite revelou que a roupa colorida traz sorte para a seleção. “Todo jogo a gente tem que estar desse jeito. Ultimamente, a situação tá difícil, mas dessa vez a gente vai ganhar”, disse, empolgada.

A torcida gritava a cada lance mais perigoso. Até os que não se diziam muito empolgados não se controlavam diante do jogo difícil. A todo momento, davam orientações como se os jogadores ouvissem o que estava sendo dito no campo. “Oh, Neymar, pelo amor de Deus...” “Sai daí, meu filho!”

Um dos que estavam com o coração na mão foi o promotor de vendas Patrick Veiga, 37. “Fizeram uma marcação forte e não deixaram Neymar jogar”, disse sobre a seleção suíça.

“Estou frustrado porque esse foi o primeiro jogo, né? Mas a gente é brasileiro e não desiste nunca, não vai deixar de torcer”, comentou sobre o resultado da partida.

Inconformada com o resultado, a cozinheira paulista Narayana Soares, 25, discutia com as amigas para entender o motivo do empate. “Achei que o Brasil merecia jogar melhor. É inadmissível que gente empate com a Suíça. O problema é que os caras estavam se embolando na hora do ataque”, refletiu.

Como boa brasileira, também não desistiu do hexa. “O clima está só esquentando, foi o primeiro jogo”, pontuou.

Tranquilidade
Se o jogo estava tenso, o clima do Farol da Barra estava até tranquilo. Tanto que o casal de professores Emily Cerqueira, 28, e Caio Almeida, 31, vieram com o filho Murilo, de 5 meses, assistir ao jogo no Farol da Barra.

“Na verdade, a gente veio mostrar a Barra a eles e assistir ao jogo em algum lugar por aqui, mas como estava bem tranquilo, decidimos ficar por aqui mesmo”, contou Emily, que acompanhava um amigo de Curitiba e uma amiga de São Paulo.

O casal chamava a atenção por não estar usando as típicas camisas canarinho. Caio disse que era para evitar associação com os protestos políticos que ocorreram na época do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Porém, apesar da falta do uniforme, o coração de torcedor estava batendo pela Seleção, mas evitando fazer previsões.

“Ninguém esperava o 7x1. Então, achei melhor não criar expectativas este ano. Mas a gente torce mesmo assim”, contou, citando a fatídica derrota para a Alemanha na Copa de 2014, que tirou o Brasil da final da competição. E por falar na derrota, ele tinha a explicação perfeita.

“A culpa foi nossa. Os alemães ficaram aqui na Bahia, foram bem tratados, comeram comida baiana, ficaram bem nutridos. Era pra dar só alface para eles. Enquanto isso a Seleção Brasileira devia estar comendo comida italiana”, disse o professor, detalhando a sua tese.

E por falar no revés traumático de 2014, ele foi até motivo para deixar a camisa amarela de lado. “Eu queimei minha blusa da Copa passada. E a desse ano está muito cara. Trezentos reais”, reclamou o personal trainer Anderson Matos, 26.

Festa
Após o jogo, a banda Jammil subiu ao palco cantando os seus maiores sucessos. No show, foi feita uma pequena homenagem a Orlando Tapajós, falecido no último sábado (16). "É um ícone, uma pessoa de extrema importância para o Carnaval, pro trio elétrico, que é uma das grandes estrelas da festa. Foi o cara que fez com que o trio tomasse uma proporção para funcionar como um verdadeiro palco andante", comentou o vocalista Levi Lima. 

O telão e o show fizeram parte da Arena nº1, ação de marketing promovida pela cervejaria Ambev. O evento acontece em 15 capitais no país, sendo três no Nordeste. 

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