OCDE pede redução dos estímulos do BCE em 2018

economia
07.06.2017, 12:15:00
Atualizado: 07.06.2017, 12:17:58

OCDE pede redução dos estímulos do BCE em 2018

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Banco Central Europeu deveria reduzir a compra de bônus e elevar uma de suas principais taxas de juros em 2018

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O Banco Central Europeu (BCE) deveria reduzir a compra de bônus em 2018 e elevar uma de suas principais taxas de juros no final do mesmo ano, afirmou nesta quarta-feira (7) a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A entidade também cortou a perspectiva de crescimento para os Estados Unidos este e no próximo ano, afirmando que as medidas de estímulo prometidas pelo presidente Donald Trump devem demorar mais para serem implementadas que o inicialmente previsto.

As recomendações foram feitas na véspera da reunião do BCE, que acontece na Estônia. Com a recuperação da economia da zona do euro e a inflação em patamares maiores do que os vistos nos últimos anos, os dirigentes do BCE chegam ao encontro pressionados a diminuírem os estímulos adotados desde 2014. Entre os principais, estão a compra de 60 bilhões em títulos por mês e a taxa negativa de depósito.

"A aproximação do núcleo da inflação em relação à meta deve levar o BCE a reduzir gradualmente as compras em 2018", afirmou a OCDE. "Isto também deve garantir uma saída da política de juros negativos".

A entidade baseada em Paris também rebaixou a perspectiva para a economia dos EUA. Em 2017, a projeção de crescimento foi reduzida de 2,4% para 2,1%. Em 2018, saiu de 2,8% para 2,4%, refletindo o atraso na implementação de políticas fiscais de Trump.

A estimativa de crescimento da China e do Japão foi revisada para cima. Já a expectativa para o crescimento mundial este ano saiu de 3,3% para 3,5%. O investimento, por outro lado, não deve crescer forte o suficiente para impulsionar a produtividade.

"No geral, a economia mundial parece melhor, mas não o suficiente para impulsionar sustentavelmente o bem estar das pessoas", afirmou Catherine L. Mann, economista-chefe da OCDE.

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