Os crimes que marcaram os últimos 40 anos na Bahia

bahia
15.01.2019, 02:02:00
Atualizado: 22.02.2019, 10:34:43

Os crimes que marcaram os últimos 40 anos na Bahia

Violência cresceu nos últimos anos e fez vítimas anônimas e famosas

O mestre de obras Frutuoso Bispo Pereira foi atingido dentro de casa. Ferido no lado esquerdo do peito pelo homem que havia invadido a casa dele durante a madrugada, o mestre de obras ainda teve forças para procurar no quarto a própria arma. Não teve tempo. Tombou na sala para desespero da mulher. O criminoso fugiu e não deixou pistas, segundo informava a Polícia Civil, dando à imprensa uma informação que se repetiria em tantos outros crimes. No ano em que Frutuoso, o primeiro homicídio registrado nas páginas do CORREIO, morreu, a Bahia era um dos estados com menor taxa de crimes violentos no país. Eram 3,3 mortos para cada 100 mil habitantes. Quarenta anos depois, a taxa de homicídios bateu 46,9 no estado, um aumento de 1.421%. A população cresceu, a mortalidade de jovens negros explodiu e os casos de feminicídios foram tantos que, só nos últimos 10 anos, o número aumentou  81,5%. Muitos desses crimes foram contados nessas páginas. Pessoas comuns que ficaram conhecidas a partir de histórias trágicas. Foram tantos os crimes que o CORREIO criou o Mil Vidas, projeto que desde 2011 mapeia os homicídios em Salvador e Região Metropolitana. O número só cresce...

O delegado Clayton Leão foi assassinado na Estrada da Cascalheira, em Camaçari, durante entrevista para rádio (Foto: Almiro Lopes/Arquivo CORREIO)

'Meu Deus do céu'

Clayton Leão Chaves

No 26 de maio de 2010, a morte ouvia rádio. O titular da Delegacia de Camaçari, Clayton Leão Chaves, 35 anos, havia parado o carro no acostamento da Estrada das Cascalheiras para dar uma entrevista ao vivo aos radialistas Raimundo Rui e Marco Antonio Ribeiro, da Líder FM. Acompanhado da mulher, Clayton falava sobre o trabalho da polícia no combate ao tráfico de drogas na cidade, líder de mortes violentas na Bahia naquele ano. Falou por 18 minutos. Era pouco depois das 8h da manhã quando três homens em um veículo se aproximaram do carro do delegado. Um deles sacou a arma e apontou: 'Peraí, peraí', gritou Clayton, ao tentar abrir a porta. Os tiros invadiram o carro e atingiram a cabeça do delegado, matando-o na hora. Os gritos da mulher dele, em choque, interromperam a transmissão. "Meu Deus do Céu!". A frase foi a manchete da capa do CORREIO no dia seguinte ao crime. A imagem do fotógrafo Almiro Lopes mostra os pés calçados do delegado para fora do carro, que mal tocam o chão, e revelam a surpresa e a rapidez do ataque. Cerca de 300 policiais militares, civis e federais participaram das buscas aos suspeitos logo após o crime. No mesmo dia, dois suspeitos foram presos. A arma utilizada por Rinaldo Valença de Lima para matar o delegado foi encontrada enterrada no quintal da casa de Edson dos Santos. A investigação da morte de Clayton interrompeu até mesmo a greve de policiais que havia começado uma semana antes, no dia 19. O terceiro suspeito Magno de Menezes foi preso na manhã seguinte. Antes mesmo do enterro do delegado no Cemitério do Campo Santo, em Salvador, todos os suspeitos já haviam sido capturados. A rapidez no desfecho das investigações ganhou novo destaque do jornal. “Caso resolvido em 21 horas”, dizia a manchete. O então secretário de Segurança Pública da Bahia, César Nunes, ponderou sobre a agilidade na investigação: “Você há de entender que nesse caso o espírito de corpo fala mais alto”. Naquele ano, outras 106 pessoas seriam assassinadas só em Camaçari.


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Morte no motel

Zigomar, o Zorro

O hábito de escrever a letra Z, inicial do seu nome, nas paredes dos locais por onde passava, fez do funcionário da Companhia Petroquímica de Camaçari Zigomar José Albuquerque do Sacramento um cabra marcado para morrer. No dia 30 de setembro de 1984, ele deixava o Motel Vip's, na Estrada do Coco, acompanhado da mulher, quando foi impedido de sair. Os dois comemoravam naquele dia 20 anos de casados, mas Zigomar já era conhecido dos funcionários do motel por deixar sua marca registrada durante os encontros esporádicos com uma amante. Dessa vez, a pichação na parede do apartamento 315, foi descoberta por um funcionário antes que ele deixasse o lugar, e despertou a ira dos administradores do motel, os espanhóis Isauro Pazos Gerpe, 37, e Francisco Ramiro Ferreiro Espasandin, 26. Zigomar foi submetido a uma longa sessão de tortura e espancamento diante de vários funcionários do motel, que não impediram as agressões. Ele não resistiu e morreu no local. As imagens publicadas no CORREIO, mesmo em preto e branco, mostram as inúmeras lesões provocadas pelo espancamento. As reportagens chamam atenção para as falhas na investigação e na realização da perícia apontadas pela promotoria. O atraso em realizar a prisão dos principais suspeitos, que já haviam sido identificados, permitiu a fuga dos dois espanhóis. O crime foi destaque na coluna Arquivos do Crime, de 27 de agosto de 2000, 16 anos depois da morte de Zigomar. A delegada Lindaiá Mustafa, então titular da 12ª Delegacia de Itapuã, considerou uma frustração não ter conseguido prender os espanhóis. “O caso era fácil, tínhamos testemunhas, tínhamos provas, mas de nada adiantou, pois os autores se evadiram. A minha parte eu fiz”, disse à repórter Jaciara Santos.

Moacir Moreno (Foto:Edson Ruiz/Arquivo CORREIO)

Triste comédia baiana

Moacir Moreno

Rei do improviso e do humor, o ator Moacir Moreno, 37 anos, era uma das almas da Companhia Baiana de Patifaria. Depois de emplacar sucessos nacionais de bilheteria com as peças Abafa Banca, A Bofetada e Noviças Rebeldes, Moacir vivia o auge do sucesso. Era reverenciado em todo o país e lotava os teatros por onde passava, seja na Bahia, Rio ou São Paulo. Volta e meia aparecia em reportagens sobre seus personagens, uma delas destacava que o sucesso de A Bofetada ajudou a popularizar a expressão baiana oxente no Sul e Sudeste do país. A morte de Moacir por dois garotos de programa no apartamento onde morava, no dia 2 de outubro de 1994, pegou de surpresa fãs, colegas de trabalho e revoltou familiares, como mostrou o caderno Folha: “Teatro baiano perde parte de sua alegria”. Amigos de elenco, como os atores Lelo Filho e Frank Menezes, lamentaram a morte do intérprete da crítica Vânia Leão e da adolescente Camila, que arrancavam risos do público. O crime começou a ser desvendado após o carro dele, que havia sido roubado junto com outros pertences do apartamento, ter sido encontrado, como mostra reportagem do CORREIO no dia 5 de outubro daquele ano. Os garotos de programa Paulo Sérgio Carvalho Moreira, o Paulo Bomba, e Paulo Moreira Argolo, o Paulo de Elói, foram presos. Eles confessaram que amordaçaram e mataram o ator sufocado e com um golpe de faca na traqueia depois de serem chamados pelo ator para um programa na casa dele. Paulo Bomba foi condenado a 23 anos de prisão, e Paulo de Elói, a 21. No dia 24 de julho de 1995, Paulo Bomba fugiu do presídio, depois de cumprir apenas 1 ano de prisão. Paulo de Elói também fugiu quatro anos depois, mas foi recapturado em 2000 durante uma micareta na cidade de Curaça.

Edifício Barra Sol, na Rua Miguel Bournier (Foto: Almiro Lopes/Arquivo CORREIO)

Feminicídio anos 80

Ritinha

No dia que comemorava 18 anos, 7 de abril de 1988, Rita Santana da Silva, a Ritinha, despencou da sacada do 5º andar do edifício Barra do Sol, na Barra. O corpo voou em queda livre e parou entre os aparelhos de ar-condicionado da agência do Banco do Brasil, no andar térreo do prédio. Ela havia sido convidada até o apartamento do empresário José Guedes Leone, o Zequinha, dono da loja de confecções Ixagerado, no Shopping Piedade, junto com um grupo de amigos. “Dona de um corpo de manequim”, como disse uma irmã em entrevista ao CORREIO, Ritinha era chamada com frequência pelo empresário para desfilar roupas da loja, mas sempre recusava. Segundo reportagem na semana do crime, no apartamento onde deveria acontecer uma pequena comemoração pelo aniversário da jovem, Ritinha foi dominada pelo empresário e por um funcionário dele, Francisco Lima Filho. À polícia, os dois alegaram que a jovem estava bêbada e havia pulado da sacada do apartamento, na rua Miguel Bournier. Familiares da vítima negaram a versão do suicídio. A versão do empresário foi contestada pela perita criminalista Delma Gama, que comprovou que a jovem não havia bebido e havia sido despida à força. Apesar do inquérito, Zequinha conseguiu evitar a prisão. O caso seria relembrado em reportagens do CORREIO nos anos seguintes como exemplo de feminicídios – os crimes contra mulheres só seriam chamados assim em 2015 – sem punição. José Guedes Leone aguardou em liberdade o julgamento, que só foi realizado em junho de 1992. 

Jurandhy Silva de Santana, pai de Geovane (Foto: Evandro Veiga)

Morte no quartel

'Onde está Geovanne?'

Dois dias separam a publicação da reportagem no CORREIO sobre o desaparecimento do mototaxista Geovane Mascarenhas de Santana, 22 anos, até o corpo dele ser encontrado, em 15 de agosto de 2014. “Onde está Geovane?”, perguntava o jornal. Parado em uma blitz da Rondesp na Calçada, ele foi levado para dentro do batalhão da Polícia Militar, no Lobato, onde foi decapitado, teve as mãos decepadas e o corpo carbonizado. A busca incansável de Jurandhy pelo corpo do filho em hospitais, delegacias e IML foi tema de reportagens do repórter Bruno Wendel. O vídeo da abordagem policial, publicado no Correio24horas, mostrava os últimos minutos de Geovane com vida e teve grande repercussão. A série concorreu ao Prêmio ExxonMobil de Jornalismo, o antigo Prêmio Esso, e venceu o Prêmio OAB de Jornalismo. A história publicada nas páginas do impresso chamou atenção do cineasta francês Bernardo Attal, radicado na Bahia há 13 anos. O documentário Sem Descanso foi exibido pela primeira vez em 2018, no Panorama Internacional Coisa de Cinema, mais importante festival de cinema da Bahia. O filme foi dedicado ao ex-diretor-executivo do jornal CORREIO, Sérgio Costa, que morreu em 2016 e era editor-chefe do CORREIO na época do caso. Meses após a publicação, o Ministério Público denunciou 11 policiais por homicídio, sequestro e ocultação de cadáver. Em março de 2018, a Justiça determinou que sete dos onze policiais envolvidos irão a júri popular: o subtenente Cláudio Bonfim Borges, o sargento Daniel Pereira de Souza Santos, e os soldados Jesimiel da Silva Resende, Roberto Santos de Oliveira, Alan Moraes Galiza dos Santos e Alex Santos Caetano. O soldado Jailson Gomes Oliveira irá ao júri popular pelos mesmos crimes, com exceção de ocultação de cadáver. Quatro PMs foram retirados do júri por não existirem provas contra eles.

Carlos Terra, pai de Lucas Terra, morto por ex-bispos da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Alberto Coutinho/Arquivo CORREIO)

Luta por justiça

Lucas Terra

Lucas Vargas Terra tinha 14 anos quando foi abusado sexualmente e queimado ainda vivo por ex-bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, no Rio Vermelho, na noite de 21 de março de 2001. O garoto havia saído de casa para um culto religioso realizado pelo bispo Silvio Roberto Galiza quando desapareceu. Os restos de Lucas foram encontrados dentro de um caixote na Avenida Vasco da Gama e ficaram 43 dias no Instituto Médico Legal enquanto aguardavam a realização de exames de DNA. Para a família, porém, não restava dúvidas. O corpo havia sido reconhecido por um pedaço da calça usado pelo jovem ao sair de casa e por uma pequena mecha de cabelo que resistiu intacta à brutalidade. O dia do sepultamento, quase dois meses após o crime, foi a primeira vez que a imagem do adolescente foi publicada no CORREIO. “Este caso me marcou muito. Foi a única vez em que não consegui manter a isenção emocional: chorei junto com o pai de Lucas na primeira vez em que conversamos”, contou Jaciara, que relatou o caso na coluna Arquivo. Os inúmeros cartazes e faixas espalhadas por Salvador com a foto de Lucas seriam a marca da luta de Carlos Terra, pai do garoto, pela condenação dos ex-bispos. Em depoimento após ser condenado a 18 anos de prisão, Silvio Galiza afirmou que Lucas foi morto após flagrar o pastor Joel Miranda e o bispo Fernando Aparecido fazendo sexo. A versão é contestada até hoje por Joel e Fernando. Em novembro de 2018, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a decisão que indicava o envolvimento dos dois na morte de Lucas. Eles haviam tido o recurso contra a decisão de ir a júri popular negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2017. O ex-pastor Silvio Roberto Galiza teve a pena reduzida para 15 anos e, passou a cumprir a pena em regime aberto em 2012.

Casal de adolescentes foi morto no Litoral Norte (Foto: Marco Aurélio Martins/Arquivo Correio)

Fim da viagem

Crime da Ladirana

Alberto Gonçalves, 17, e Júlia Ferraz, 16, namoravam havia quase um ano. Hospedados em uma casa de praia junto com amigos do Colégio Dois de Julho, os dois decidiram caminhar próximo ao Rio Jacuipe, em Vila de Abrantes. Acabaram rendidos em uma área deserta próximo ao condomínio Vale da Landirana. Mantidos reféns, Alberto viu Júlia ser estuprada e agredida. Os dois foram mortos a facadas. Três homens foram presos suspeitos do crime. Júlia era sobrinha do ex-deputado Clóvis Ferraz (PSD). A pedido da família, os corpos de Alberto e Júlia foram enterrados um ao lado do outro.

Carro de repórter de A Tarde foi incendiado após crime (Foto: Edmar Melo/Arquivo Correio)

Rapto no Pelourinho

Maristela Bouzas

A jornalista Maristela Bouzas, 28 anos, ainda estava desaparecida e era procurada por amigos e familiares quando uma foto sua foi publicada na mesma página do CORREIO que trazia a prisão de um suspeito da morte dos adolescentes Julia Ferraz, 16, e Alberto Gonçalves, 17. Maristela ficou desaparecida por dois dias. Colunista de teatro do jornal A Tarde, ela havia sido vista pela última vez no estacionamento do Pelourinho, ao pegar o carro, um Escort Hobby, para ir para casa, na Ribeira, no dia 26 de novembro de 2000. Ali, foi rendida por Robson Rodrigues Soares, 26 anos, e colocada no porta-malas do próprio carro. Maristela foi estuprada e depois morta com um tiro na cabeça. Robson foi preso dois dias depois do crime, ao voltar ao local onde havia deixado o corpo, em um matagal próximo ao supermercado Makro, em Pirajá, para incendiar o veículo da jornalista. O dono da casa onde a jornalista foi estuprada foi preso suspeito do crime. Ele permaneceu preso por quatro anos e, em seguida, foi absolvido por falta de provas. Robson foi condenado a 32 anos de prisão.

Paulo César Perrone foi morto em saidinha bancária (Foto: Reprodução/Facebook)

Perigo na esquina

Paulo César Perrone

Tantas eram as vítimas de saidinha bancária em Salvador até que um dia as estatísticas ganharam um rosto bem conhecido. Paulo César Perrone, baterista da banda de forró Estakazero, tinha ido a uma agência no Caminho das Árvores sacar R$ 3 mil para viajar para a Espanha com a namorada. Sem perceber, era observado de perto por assaltantes já dentro da agência. Dentro do carro, voltando para casa, ele acabou rendido e atingido. A bala disparada por um dos criminosos atingiu a linha média da cabeça do músico e comprometeu os dois lados do cérebro. Começava ali uma batalha pela sobrevivência que incluiu 35 dias em coma no HGE, inúmeras cirurgias, além de disputas judiciais para garantir o tratamento médico. Tudo foi acompanhado de perto pelo CORREIO. Perrone resistiu com múltiplas lesões cerebrais por três anos até morrer três dias antes da chegada de 2014. Os três suspeitos de roubar e atirar no baterista, que já haviam sido presos após a divulgação das imagens do circuito interno de segurança do banco, foram condenados a 20 anos de prisão em regime fechado. A pena de 30 anos foi reduzida em um terço.

Kelly Cyclone, ao ser presa em uma festa do pó na Boca do Rio (Foto: Evandro Veiga/Arquivo CORREIO)

Breve furacão

Kelly Cyclone

Camisa da seleção argentina, tatuagens pelo corpo e uma legião de seguidores no Orkut. Kelly Salles Silva já era popular nas redes sociais quando foi presa pela primeira vez em uma ‘festa do pó’, na Boca do Rio. O jeito marrento, v1d4 l0k4, deram ainda mais fama à jovem de 23 anos. Começava o breve e trágico fenômeno Kelly Cyclone. Em fotos publicadas no próprio perfil, segurava armas, ostentava cédulas de dinheiro e correntes de ouro. Um furacão na internet. A proximidade com amigos e namorados envolvidos com o tráfico tornou Kelly um alvo fácil. Kelly foi morta a tiros ao fim de um show de pagode no festival Salvador Fest, no dia 18 de julho de 2011. Ela usava a infalível camisa da Argentina que a acompanharam durante a fama. A imagem do corpo estendido ao chão viralizou, foi parar na capa do CORREIO, uma das mais vendidas entre todas as edições recentes. Também rapidamente se espalharam os vídeos da necropsia no Instituto Médico Legal. Mais de 600 comunidades foram criadas em sua homenagem. Quem matou Kelly Cyclone? O mistério por trás da morte da jovem tinha inúmeros suspeitos: inimigos declarados, ex-namorados, traficantes... Dois irmãos apontados como suspeitos no inquérito policial foram absolvidos por falta de provas em um julgamento em 2016. 

Gilvan Cleucio de Assis ao ser preso (Foto: Almiro Lopes/Arquivo CORREIO)

Sequestro em shopping

Médica pediatra

A médica Rita de Cássia Tavares Martins, 39 anos, fazia compras para o Dia dos Pais, junto com a filha de um ano, no dia 6 de agosto de 2009. Não percebia, mas era seguida de perto pelos corredores do Shopping da Bahia por Cléucio de Assis, 35. Ele havia obtido saída temporária dias antes. Rita e a filha foram raptadas e levadas até a BR-324. A médica foi morta atropelada pelo criminoso depois de sofrer uma tentativa de estupro. Preso, acabou se enforcando dentro da Delegacia de Homicídios horas depois de participar da reconstituição do crime, em agosto do mesmo ano.
 


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