Paulo Guedes diz que salário de R$ 39 mil de ministro do STF é 'muito baixo'

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09.09.2020, 17:58:47
Atualizado: 09.09.2020, 18:27:04
(Foto: Agência Brasil)

Paulo Guedes diz que salário de R$ 39 mil de ministro do STF é 'muito baixo'

Ministro defendeu um grande aumento para os magistrados

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham um aumento em seu salário de R$ 39,2 mil. Para o ministro os vencimentos, que são o teto do funcionalismo público, são muito baixos.

Em sua argumentação, ele defendeu que é preciso ter uma “enorme diferença” entre os jovens que iniciam na carreira e os servidores do alto escalão e, por isso, “ministros do Supremo devem receber muito mais do que recebem hoje”.

“Acho um absurdo os salários da alta administração brasileira. Acho que são muito baixos”, disse Guedes, nesta manhã. Ele participa de uma live, mediada pelo IDP, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a reforma administrativa.

“Tem muita gente preocupado com o teto. A minha preocupação é o contrário: preservar pessoas de qualidade no serviço público”, disse o ministro da Economia.

“O Brasil, seguindo o caminho da prosperidade, vai ser difícil reter gente de qualidade, a não ser que o setor público entre na ordem da meritocracia”, afirmou Guedes. “Tem que haver uma enorme diferença de salário, sim, na administração brasileira. Quantos chegam ao Supremo Tribunal Federal, ao TCU?”, completou.

Guedes citou como exemplo o ex-secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que saiu do governo em julho deste ano.

Segundo ele, Mansueto ganhava 20% acima de “um jovem que passou no concurso público para a carreira judiciária”.

“Todos esses direitos — à estabilidade do emprego, progressão salarial, tudo isso — têm que vir em cima da meritocracia”, afirmou.

Guedes ressaltou ainda que o jovem que entra na administração pública deve ser avaliado por sete anos. “[Tem que ver se ele] joga bem em equipe, se é confiável ou se é um dos vazadores gerais, se tem responsabilidade, se é assíduo”, completou.
 

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