PF de Juazeiro cumpre mandados contra grupo acusado de falsificar agrotóxicos

bahia
14.07.2021, 07:39:00
Atualizado: 14.07.2021, 07:39:44
(Foto: Divulgação/PF)

PF de Juazeiro cumpre mandados contra grupo acusado de falsificar agrotóxicos

14 mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta quarta-feira (14)

A Polícia Federal em Juazeiro, no norte da Bahia, cumpre nesta quarta-feira (4), 14 mandados de busca e apreensão com o propósito de combater o comércio e o uso de agrotóxicos importados ilegalmente da China e posteriormente falsificados por pessoas físicas e jurídicas brasileiras. Três mandados são cumpridos em Juazeiro, no norte baiano, nove em Petrolina, em Pernambuco, e dois Jaboticabal, em São Paulo. Trata-se da Operação Negócio da China II, cujas investigações começaram em 2015, quando se identificou um grupo criminoso que promovia o contrabando de agrotóxicos de origem chinesa na forma líquida por intermédio de navios usados para a exportação de mangas.

Durante as investigações, a PF constatou que, após serem contrabandeados, esses agroquímicos eram misturados artesanalmente com defensivos agrícolas de origem brasileira e, em seguida, reenvasados com embalagens nacionais reaproveitadas, tudo isso com o fim de conferir aparência de licitude ao comércio dos produtos. 

Em junho de 2020, as investigações permitiram a apreensão de mil litros de um fito-regulador de crescimento bastante utilizado no cultivo de manga. O produto contrabandeado tinha saído de uma empresa química do interior de São Paulo e destinado a uma empresa de importação e exportação sediada em Petrina, no estado de Pernambuco.

O desenrolar da investigação permitiu identificar o modus operandi do grupo e foi fundamental para sua desarticulação. O grupo criminoso investigado era formado por pessoas físicas e jurídicas ligadas ao comércio de produtos voltados à fruticultura. 

Se comprovadas as suspeitas, os investigados responderão por contrabando e dois outros crimes ambientais (art. 334-A, §1º, do Código Penal, no art. 15 da Lei nº 7.802/89 e no art. 56 da Lei nº 9.605/98), cujas penas, se somadas, podem chegar a 13 anos de reclusão.

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