PF faz buscas na casa do governador do Piauí e no gabinete da primeira-dama

brasil
27.07.2020, 10:42:00
Atualizado: 27.07.2020, 10:48:09
(Divulgação/Polícia Federal)

PF faz buscas na casa do governador do Piauí e no gabinete da primeira-dama

Hoje deputada federal, Rejane Dias era secretária de educação e é alvo da operação

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A Polícia Federal fez buscas na casa do governo do Piauí, Wellington Dias (PT) e da primeira-dama do estado, a deputada federal Rejane Dias (PT), na manhã desta segunda-feira (27). O gabinete da deputada, em Brasília, também foi alvo de buscas. Ela é ex-secretária estadual de educação.

Essa foi a terceira a etapa da Operação Topique. Rejane é alvo de buscas por conta de uma investigação sobre suposto esquema criminoso para fraudar licitações de transporte escolar. O governador não é alvo da operação e seu gabinete não teve buscas.

Segundo a PF, entre 2015 e 2016, servidores da cúpula da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) se associaram a empresários do setor de locação de veículos para desviar pelo menos R$ 50 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar.

A Seduc diz em nota que colabora com a investigação. Em nota, a deputada Rejane Dias informou que "recebe tranquilidade os desdobramentos da referida Operação" e que está à disposição para esclarecer o caso. 

Na primeira fase da operação, a PF cumpriu mandados na sede da Seduc e mais 39 locais. Segundo o órgão, mais de 40 prefeituras fizeram pagamentos irregulares a empresas. A CGU aprofundava investigações em cidades do interior.

Agora na nova etapa a PF apura desvios em contratos que já somam R$ 96,5 milhões em contratos para prestação do serviço de transporte escolar. Esses acordos já foram celebrados em 2019 e 2020, após as primeiras etapas da investigação. A PF diz que mesmo depois do início da apuração, o governo continuou celebrando contratos com as empresas suspeitas.

De acordo com a PF, o dinheiro seria desviado através de pagamentos superfaturados nos contratos. Com isso, os estudantes recebiam um transporte escolar sem segurança e qualidade.

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