Polícia prende trio acusado de extorsão contra deputado estadual na Bahia

salvador
18.10.2018, 19:10:00
Atualizado: 18.10.2018, 19:31:48

Polícia prende trio acusado de extorsão contra deputado estadual na Bahia

Suspeitos foram presos em flagrante quando tentavam receber dinheiro 

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Roberto Carlos foi ameaçado por assessor e advogado (Foto: Divulgação)

Dois ex-funcionários e o advogado e assessor do deputado estadual Roberto Carlos (PDT) foram presos, na noite desta quarta-feira (17), em Salvador, ao tentar extorquir o parlamentar. 

Conforme informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), André Paulo Soledade Dias, 24 anos, Felipe de Jesus Menezes, 25, ex-funcionários da vítima, e Idenilton José Nascimento dos Santos, 41, assessor e advogado, chegaram a fazer ameaças tanto ao político quanto a seus familiares. O trio exigia dinheiro.

Em nota, a SSP-BA informou que André e Felipe foram presos em flagrante no momento em que tentavam receber o dinheiro de Roberto Carlos na área externa de um shopping, na Avenida Tancredo Neves. Já Idenilton foi surpreendido pela Polícia Civil na Avenida Paralela. 

Ainda segundo a pasta, as extorsões começaram na noite de segunda (15) e, após denúncia realizada pelo parlamentar, policiais iniciaram uma operação para prender o trio.

André, Felipe e Idenilton vão passar por audiência de custódia na manhã dessa sexta (19). Enquanto isso, Idenilton aguarda na Polinter e André e Felipe seguem custodiados na 1ª Delegacia Territorial (Barris).

O CORREIO tentou contato com o deputado Roberto Carlos, mas não obteve retorno.

Operação Detalhes
Em 2012, o deputado estadual - que é presidente da Juazeirense, clube da primeira divisão do Campeonato Baiano -, foi alvo da Operação Detalhes, da Polícia Federal, acusado de uma série de crimes. Na época, a suspeita da PF era de que o parlamentar estava envolvido em desvio de verba pública, sonegação fiscal, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

A investigação levou dois anos e, segundo a PF, constatou que o deputado contratou servidores fantasmas e desviou os salários (entre R$ 3 mil e R$ 8 mil) para contas de sua mulher e de um de seus filhos. 

A Operação Detalhes chegou a cumprir 12 mandados de busca e apreensão no gabinete do parlamentar, na Assembleia Legislativa, no CAB, e em propriedades do deputado nos municípios de Juazeiro, base eleitoral do pedetista, Uauá e Petrolina (PE). Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

As irregularidades constatadas pela PF são referentes ao período entre 2008 e 2010, época do primeiro mandado do deputado. Roberto Carlos cumpre o segundo mandato como deputado estadual. No último dia 7, ele foi reeleito para mais quatro anos de mandato.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas