População deve evitar praias com manchas de óleo, diz prefeitura

salvador
11.10.2019, 18:55:00
Atualizado: 11.10.2019, 18:55:28
Praia do Forte ficou cheia, mesmo sendo uma das regiões mais atingidas pelas manchas de óleo (Foto: Arisson Marinho/ CORREIO)

População deve evitar praias com manchas de óleo, diz prefeitura

Seis áreas de Salvador já apresentaram resíduos que atingem o litoral do Nordeste  

O mar não está para peixe, nem para banhistas. A orientação da prefeitura de Salvador é para que a população evite o banho de mar nas regiões atingidas pelas manchas de óleo. Até a manhã dessa sexta-feira (11), eram seis lugares: Praia do Flamengo, Jardim de Alah, Jardim dos Namorados, Piatã, Itapuã e Buracão (Rio Vermelho). 

No trecho de atuação, que vai de Ipitanga ao Jardim de Alah, os agentes da Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar) estão orientando os banhistas para, caso encontrem alguma mancha de óleo na água ou na areia, evitem tocar o material e informem a situação a um salva-vidas ou através do telefone 156.

Quem encontrar algum animal afetado pelo petróleo deve entrar em contato com a Guarda Civil Municipal pelo telefone (71) 3202-5312, ou com a Polícia Ambiental, no número 190, a qualquer hora do dia. O Ibama também poderá ser acionado pelo (71) 3172-1650.

Cerca de 20kg de petróleo cru foram retirados das areias de Salvador (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

A prefeitura informou também que os agentes da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) também estão de plantão 24h para fazer a limpeza em todas as praias da cidade. O órgão também pode ser acionado pelo número 156.

Segundo especialistas, o contato com o óleo cru ou a ingestão do produto pode causar reação alérgica. Nessas situações, o recomendável é procurar uma unidade de saúde. O material que vem atingindo o litoral do Nordeste desde o fim de agosto e que chegou à capital baiana na noite da quinta-feira (10). Cerca de 20kg foram retirados das praias soteropolitanas até a manhã desta sexta-feira (11).

Manchas de óleo atingiram as praias de Praia do Forte (Foto: Arisson Marinho/ CORREIO)

O resultado conclusivo das amostras de petróleo encontradas no Nordeste, solicitadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru. Sendo assim, as pessoas devem evitar retirar o material por conta própria.

O procedimento é feito apenas por profissionais, que seguem o protocolo determinado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No caso da Limpurb, os agentes coletam os resíduos com um equipamento chamado ancinho, uma espécie de vassoura metálica, depois colocado em recipiente plástico para armazenamento temporário, com impermeabilização de solo, e posterior encaminhamento para unidade de análise e tratamento do material, de responsabilidade do Instituto.

Os trabalhadores devem usar, pelo menos, luvas e calçados fechados, que impeçam o contato do óleo com a pele. Isso porque o petróleo pode causar problemas de saúde em caso de inalação, ingestão ou contato com a pele. Em hipótese alguma o óleo pode ser enterrado ou misturado com outros tipos de resíduos.

“De acordo com o Ministério da Saúde, a curto prazo, a inalação de vapores advindos do óleo cru pode causar dificuldades de respiração, pneumonite química, dor de cabeça, confusão mental e náusea. Em caso de contato, podem aparecer irritações e erupções na pele, queimação e inchaço, podendo haver danos sistêmicos”, dia a nota da prefeitura.

Produto pode causar irritação alérgica (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

A ingestão pode causar dores abdominais, vômito e diarreia. Se a exposição for a longo prazo, pode trazer sérios danos aos pulmões, fígado, rins, sistema nervoso, sistema imune, desregulações hormonais e infertilidade, desordens do sistema circulatório e até mesmo câncer.

Manchas de óleo na praia? Saiba o que fazer:

1) Evite ir à praia, nadar ou praticar esportes aquáticos nas regiões afetadas;  

2) Se encontrar algum animal ferido ou em contato com óleo, ligue para Polícia Ambiental (190) ou Guarda Civil Municipal (3202-5312); 

3) Agentes de limpeza da Prefeitura estão de plantão 24h em todas as praias de Salvador. Disque 156 para acionar o serviço;

4) Em caso de reação alérgica ao toque ou ingestão do óleo, procure uma unidade básica de saúde.


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