Prazer nos negócios: comércio de itens eróticos está em alta

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15.09.2020, 10:36:00
Atualizado: 15.09.2020, 10:38:56
Eveline Santos era apaixonada por ciências criminais e hoje alia o direito empresarial para turbinar os negócios (Divulgação)

Prazer nos negócios: comércio de itens eróticos está em alta

Empreendedora conta como o Direito a ajudou a iniciar um negócio de sucesso com produtos sensuais

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O empreendedorismo na vida de Eveline Santos, 26 anos, surgiu pela necessidade. Em 2015, com uma bolsa parcial do curso de Direito e uma mãe diagnosticada com Doença de Chagas, precisava encontrar uma forma de cuidar da mãe, pagar os estudos e sobreviver. Ela e o namorado juntaram R$200 e compraram produtos eróticos para tentar levantar algum dinheiro junto com os colegas da faculdade e do estágio. Em dois dias venderam tudo!

Continuaram investindo nos produtos, mas Eveline se formou, virou professora universitária e começou a atuar na área criminal. Os títulos acadêmicos, no entanto, não pagavam boletos e tão pouco conseguiam proporcionar uma vida melhor para ela e a mãe. Há dois anos, ela começou a dedicar mais tempo ao negócio que a ajudou a completar os estudos. Com a ajuda do namorado e, agora, sócio Eduardo Berenguer, montou uma loja física. Mas percebeu que a Eva Sex Shop era sucesso mesmo nas redes sociais. O social commerce ganhou força e o sócio, que já havia desistido da engenharia para estudar Gestão Comercial, percebeu ali um nicho bem interessante.

Ano passado, ela praticamente passou a trabalhar quase exclusivamente com a loja. No início desse ano, com a pandemia, chegou a pensar: não vendo gênero de primeira necessidade! Vamos fechar. “Cheguei a conversar com o motoboy que trabalha conosco para que ele fosse buscar outro trabalho”, conta. Qual foi a surpresa em perceber que, na pandemia,  os negócios iriam triplicar em volume. 

A experiência de Eveline da Eva Sex Shop poderá ser compartilhada nessa quarta-feira, dia 16, à partir das 18 horas, na live Empregos e Soluções, do l CORREIO, no Instagram. Ela será a convidada de Flávia Paixão e falará sobre a superação do preconceito com as empreendedoras mulheres no mercado de produtos sensuais, além das estratégias usadas para incrementar o negócio. "Minha formação me ajudou muito, mas precisei me reinventar e deixei a ciência criminal para me debruçar sobre o direito empresarial", completa. 
 

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