Primeiros passos: veja dicas e orientações para conquistar o 1º emprego

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09.02.2022, 07:20:00
A maioria das empresas, hoje, priorizam o perfil pessoal e comportamental, avaliando o potencial futuro do candidato (Shutterstock/reprodução)

Primeiros passos: veja dicas e orientações para conquistar o 1º emprego

Especialistas mostram como conseguir o primeiro emprego e garantir êxito no início da vida profissional 

O início da pandemia surpreendeu a todos, especialmente os estudantes que têm nos estágios uma ferramenta de complementação de conhecimento e renda. Em 2021, com uma acomodação maior do momento pandêmico e a perspectiva da vacina, as empresas retomaram os programas de estágios, trainees e de jovens aprendizes. Para ajudar a conquistar uma vaga no mercado de trabalho, o Correio reuniu especialistas na área, que dão dicas importantes sobre como garantir a primeira experiência profissional. 

A gerente de empregabilidade da PreparaTODOS e responsável pela PreparaVAGAS Cecília Barçante destaca que, com o desemprego em alta, os estudantes se viram prejudicados já que, em muitos casos, tiveram contratos de estágio suspensos ou nem chegaram a ter a possibilidade de atuar na área em decorrência das medidas de restrição. “Agora, com a possibilidade de retomada, é chegada a hora de reforçar as pesquisas para conquistar a sonhada inserção no mercado de trabalho”, diz. 

Cecília Barçante sugere que o iniciante construa uma rede de contato com profissionais das empresas que se deseja atuar (Foto: Giselle Fioravante/Divulgação)

De acordo com a sócia fundadora da plataforma de empregabilidade Taqe (www.taqe.com.br) Denise Asnis, as empresas estão adaptando os programas, desde a fase de seleção até o acompanhamento para minimizar o impacto de uma realidade que reduziu a convivência entre tutor, gestor, mentor e os alunos ou novos integrantes.

“Um dos maiores fatores de sucesso destes programas é combinar o frescor da experiência acadêmica e a jovialidade destes alunos com a experiência e maturidade profissional das equipes nas empresas. Acompanhar pessoas nas empresas é um dos fatores de maior aprendizado para quem chega, tanto para incorporar aspectos de cultura, como para aprender resolução de conflitos no trabalho em si”, diz Denise.

Ingresso

Cecília destaca que para ingressar no mercado de trabalho, além de fazer o currículo observando todas essas questões, outra opção para os candidatos que estão iniciando é criar uma conta no LinkedIn e fazer networking com profissionais das empresas nas quais eles gostariam de trabalhar. “Uma dica importante neste sentido é que quanto mais completo for o perfil nesta rede, melhor”, ensina a gerente da PreparaTODOS.

Para minimizar a falta de experiência, a dica de Cecília Barçante é fazer cursos complementares que possam vir a contribuir para o currículo do candidato, seja de idiomas, profissionalizante ou até mesmo de ferramentas de uso geral, como o Pacote Office. “Existem centenas de cursos de baixo custo e até mesmo gratuitos que estão disponíveis para os estudantes aprimorarem seus conhecimentos”, sugere.

Janaína Azevedo lembra que o trabalho voluntário pode ser uma ferramenta importante de aprendizados para quem está começando (Foto: Divulgação)

Coordenadora de Projetos de Recrutamento & Seleção da Matchbox Janaína Azevedo lembra que o trabalho voluntário é uma excelente oportunidade para as pessoas desenvolverem habilidades e competências que podem torná-las mais preparadas para o mercado de trabalho. “A partir do trabalho voluntário é possível desenvolver empatia, responsabilidade social, comunicação, comprometimento, além de ser possível descobrir novos hobbies ou novos caminhos a serem seguidos na vida profissional”, complementa Janaína.

Onboarding

Denise afirma que, nos últimos anos, as empresas mudaram a prioridade que davam às análises de currículos para selecionar primeiro o perfil pessoal e comportamental e até mesmo de avaliar o potencial futuro. “Independente de ter ou não experiência comprovada ou ainda estar cursando a formação acadêmica, as empresas estão buscando para posições iniciantes profissionais com fit cultural. Sabedoras de que, desta forma, a chance de maior sucesso e retenção aumenta muito. Até porque, desenvolver e formar nas questões técnicas é muito mais rápido, assertivo e barato do que desenvolvimento em competências socioemocionais e adequação a crenças e valores das empresas”, esclarece.

Denise Asnis destaca o papel de relevância  das competências emocionais na hora da contratação do profissional iniciante (Foto: Divulgação)

A representante da Tage destaca que a falta de experiência deve ser minimizada com mentorias e formação interna(onboarding), mesmo que virtual. “Essa socialização organizacional pode ser na própria área ou com mentores e tutores transversais da organização.  Lembrando que o famoso modelo 70/20/10 (onde70% – aprendizado com experiências próprias, 20% – aprendizado com outras pessoas e 10% – aprendizado com cursos), que  faz ainda mais sentido, nos momentos que vivemos”, explica.

Quando o assunto são os currículos, Denise lembra que o currículo é a carta de apresentação pessoal. “Ao construir  o seu, avalie se ele se parece com você. Não importa se tem muita ou pouca experiência anotada. É importante ter um visual que te represente. Pode ser mais informal ou formal, dependendo de que mercado quer atuar”, salienta.

Denise Asnis lembra que os recrutadores lidam com milhares de currículos para cada vaga aberta em posição iniciante. “Então se você tem interesse ou experiência em diversas áreas e quer ampliar seu leque, faça um para cada interesse. Assim, poderá concorrer, por exemplo, a uma vaga em atendimento e a uma vaga de analista de processos na mesma empresa, sem ter que contar com a memória dos recrutadores ou que eles adivinhem seus interesses pessoais”, finaliza.

Para melhorar o currículo:

  *   Economize na quantidade de dados pessoais: forneça os dados básicos, principalmente as formas de contato;

  *   Especifique uma área de atuação: deixe claro quais são as suas preferências de forma sucinta;

  *   Descreva sua formação: organize as informações de forma cronológica;

  *   Faça um resumo das suas qualificações: um currículo muito extenso pode não chamar tanto a atenção da pessoa recrutadora, então ressalte os pontos chaves das suas qualificações;

  *   Capriche na experiência profissional: importante descrever as principais atividades relacionadas ao cargo exercido, não se esquecendo do nome ou segmento da empresa e também do período de atuação nesta experiência;

  *   Cite cursos e outras atividades extracurriculares: este é um espaço para você citar experiências que também contribuíram para o seu desenvolvimento;

  *   Esqueça as fotos e outros recursos gráficos: entenda que a simplicidade é o melhor caminho;

  *   Observe a linguagem e formato: se atente à possíveis erros de escrita e formatação.
(Fonte: Janaína Azevedo – Coordenadora de Projetos de Recrutamento & Seleção da Matchbox)

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