Safadão chora em velório após evitar chegar perto do caixão de Gabriel Diniz

brasil
28.05.2019, 14:29:00
Atualizado: 28.05.2019, 15:56:46
(Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem)

Safadão chora em velório após evitar chegar perto do caixão de Gabriel Diniz

Plateia aplaudiu momento de grande comoção; artistas eram grandes amigos

Inconsolável. Assim estava o cantor Wesley Safadão ao chegar para o velório do amigo, o também sertanejo Gabriel Diniz, no Ginásio Ronaldão, em João Pessoa, por volta de 13h15 desta segunda-feira (28). Ao lado da esposa, Thyane Dantas, e da mãe, Dona Bil, ele chorou ao ver o corpo do amigo no caixão.

Safadão ainda relutou a chegar perto do caixão do amigo, de quem também era parceiro musical de longa data. Abraçado com Ana Diniz, mãe de Gabriel, ele chorou e chegou a levantar a cabeça.

(Foto: Reprodução/RecordTV)
(Foto: Reprodução/RecordTV)
(Foto: Reprodução/RecordTV)

Ele também abraçou diversos parceiros da música que também chegaram para a despedida, como Matheus, da dupla com Kauan, e em Xand Avião. As pessoas que acompanham a cerimônia da arquibancada aplaudiram o momento de comoção.

Safadão e GD tinham uma relação para além da profissional e antes mesmo de todo o sucesso que ambos artistas fizeram. Eles eram sócios e frequentemente tinham reuniões juntos. Um pouco da convivência dos dois é retratada nos depoimentos de Safadão, publicados no Instagram após a morte do amigo. 

"Não era à toa que você tinha nome de anjo, meu amigo GABRIEL! A Presença de Deus era real na sua forma tão leve e alegre de viver a vida! Siiiiiiimmmmm, Sua alegria era sua maior marca! Seu sorriso transbordava amor pelo próximo!", lembrou Wesley, em uma postagem.

Tragédia
O avião que levava Gabriel Diniz de Salvador para Maceió (AL), onde visitaria a namorada, caiu nessa segunda-feira (27) em Estância (SE), na divisa da Bahia com Sergipe. Os pilotos Linaldo Xavier e Abraão Farias, diretores do Aeroclube de Alagoas, também morreram no acidente.

A aeronave, que era para ser usada apenas em voos de instrução, não tinha autorização para realizar táxi-aéreo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O monomotor pertencia ao Aeroclube de Alagoas. Apesar disso, o avião estava em situação regular, com Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até 2023 e Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até março de 2020. 

Após a tragédia, a Anac suspendeu os voos do Aeroclube de Alagoas e também abriu procedimento administrativo sobre o caso. A Força Aérea Brasileira (FAB) vai apurar as causas da tragédia.

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