Salvador espera imunizar cerca de 70 mil pessoas por dia

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03.01.2021, 20:12:00
Atualizado: 03.01.2021, 20:14:04
População e autoridades sanitárias aguardam com ansiedade a liberação da vacina pela Anvisa (Foto: Shutterstock/reprodução)

Salvador espera imunizar cerca de 70 mil pessoas por dia

Autoridades de saúde municipal e estadual aguardam apenas a liberação da Anvisa para colocar plano vacinal em prática

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Se depender da preparação das autoridades sanitárias, a Bahia iniciará a vacinação contra o novo coronavírus tão logo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove a vacina. Para garantir que o processo seja célere, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) adquiriu 19,8 milhões de seringas e agulhas como parte do planejamento para a vacinar a população, totalizando um investimento de R$ 5,5 milhões. 

De acordo com o secretário da pasta, a entrega das seringas e agulhas será imediata. “Atualmente temos 6 milhões de seringas e agulhas em estoque que são utilizadas nas vacinas de rotina e já iniciamos um novo processo para aquisição de insumos que atenderá tanto as imunizações programadas no calendário vacinal, quanto ao coronavírus”, garante Fábio Vilas-Boas.

Na avaliação de Villas-Boas, o objetivo primordial da vacinação contra a covid-19 é reduzir a morbidade grave e mortalidade associada ao vírus SARS-CoV-2, buscando proteger as populações de maiores riscos, identificadas de acordo com o cenário epidemiológico da doença na Bahia. A meta também é reduzir a intensidade da circulação viral e, consequentemente, a transmissão da infecção na comunidade, potencializando uma possível imunidade de rebanho.

Capital baiana
Em Salvador, a expectativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é imunizar cerca de 70 mil pessoas por dia. Segundo a subcoordenadora de Doenças Imunopreveníveis, Doiane Lemos, a estimativa foi abalizada tanto pela expectativa da população em geral em ter acesso às doses quanto no planejamento que já foi desenhado pelo município em estabelecer pontos estratégicos de imunização, que facilitem o acesso e também favoreçam as medidas restritivas de distanciamento. “Também existe a perspectiva de uma possível contratação de novos profissionais para atuação temporária e complementação das equipes de aplicação das doses na cidade”, completou. 

Para viabilizar de forma mais ágil a proteção dos soteropolitanos de maneira escalonada, técnicos da SMS elaboraram um Plano Municipal de Imunização que define as etapas da mobilização, público eletivo prioritário e fluxo de acesso às doses através da rede SUS no município.

Para o armazenamento e distribuição das doses, a SMS já dispõe de quatro ultrafreezers de -86°C para o acondicionamento corretos das vacinas que precisam de conservação em baixíssima temperatura. Além disso, a pasta vai lançar um registro de compra para a aquisição de outros quatro ultrafreezers, como medida para acelerar a vacinação. Com a estrutura atual, a rede de saúde de Salvador tem capacidade de armazenar até 160 mil doses em temperatura abaixo de -75°C de uma só vez. Para as vacinas contra covid-19 dos laboratórios que não demandam armazenamento em baixa temperatura, a rede municipal já dispõe de infraestrutura através de câmaras e freezers científicos para acondicionamento e distribuição para a estratégia de imunização.

Demora
As vacinas serão distribuídas para os municípios através dos núcleos e bases regionais de saúde, proporcionalmente ao público-alvo definido para cada etapa. As etapas são definidas pelo Programa Nacional de Imunização. O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, participou, na quinta-feira (31) de uma reunião entre integrantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a direção da Anvisa para discutir as estratégias para acelerar o processo de registro de vacinas para a covid-19.

De acordo com Fábio Vilas-Boas, secretários de saúde de todo o país manifestaram preocupação por conta da demora da Anvisa em conceder os registros de emergência e definitivo para o emprego da vacina. “Mostramos a nossa preocupação em termos vacinas sendo produzidas no país e não podermos utilizar”, enfatizou Vilas-Boas.

O secretário apontou que os representantes da Anvisa deixaram um compromisso de viabilizar a retirada de todas as barreiras que forem possíveis para tornar esse processo regulatório mais acelerado.
 

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