Salvador recebe 50 novos respiradores para enfrentar a pandemia

coronavírus
14.07.2020, 10:42:00
Atualizado: 14.07.2020, 14:06:08
(Tiago Caldas/Arquivo CORREIO)

Salvador recebe 50 novos respiradores para enfrentar a pandemia

Os equipamentos foram doados pelo Ministério da Saúde

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Desde que o primeiro protótipo de ventilador mecânico foi apresentado pelo médico brasileiro Kentaro Takaoka à sociedade, nos anos 1950, esse aparelho nunca havia sido tão cobiçado como nos dias atuais. A pandemia do novo coronavírus fez presidentes, governadores, e prefeitos reconhecem o valor do equipamento na preservação da vida, por isso, os 50 novos respiradores anunciados nesta terça-feira (14) para Salvador foram recebidos com festa.

Os novos enquipamentos foram doados pelo Ministério da Saúde e apresentados pelo prefeito ACM Neto no Centro de Logística da Prefeitura, em Campinas de Pirajá, nesta terça. Essa foi a segunda vez que o governo federal encaminhou respiradores para Salvador desde o início da pandemia. Da primeira vez também foram 50 equipamentos. "Aqui fica meu agradecimento e reconhecimento ao governo federal pelo encaminhamento desses 50 respiradores", agradeceu o prefeito.

Os respiradores serão distribuídos para os hospitais ainda esta semana. O prefeito contou sobre o planejamento para a abertura de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Serão abertos 75 novas acomodações até a próxima semana:dez leitos no Hospital Sagrada Família, em Monte Serrat, 20 no Hospital de Campanha do Wet'n Wild, na Avenida Paralela, 25 na Arena Fonte Nova, em parceria com o governo, e mais 24 no Hospital Salvador, na Federação. Outros dez leitos já foram inaugurados na semana passada no Hospital Municipal de Salvador, na Boca da Mata.

Parceria privada
Neto adianrou que outros 50 aparelhos serão recebidos em comodato com uma empresa privada até o próximo final de semana. Eles são importados, mas já estão no Brasil e poderão ser utilizados sem custos até o final da pandemia. "Depois, a prefeitura devolve para essa empresa privada, que está fazendo essa cessão de uso", explicou Neto. "Já estão em São Paulo aguardando apenas liberação da Vigilância Sanitária".

O prefeito falou da expectativa para que a taxa de ocupação dos leitos UTI de covid-19 chegue a 75%, número que permitiria o início da primeira fase de reabertura da cidade. Nesta segunda-feira (13), a capital registrou 78% de ocupação, a menor em 40 dias. 

"Com as entregas que a prefeitura fará ao longo dessa semana, certamente chegaremos aos 75% e e nele ficaremos já na próxima semana, o que nos permitirá dar início à retomada das atividades econômicas", explicou.

A primeira fase será ativada quando a taxa de ocupação dos leitos públicos de UTI estiver em 75% e permanecer assim por cinco dias seguidos. Nessa Fase 1 poderão abrir shoppings centers, centros comerciais, lojas com mais de 200 metros quadrados, templos religiosos e igrejas, e drive in. A reabertura não significa liberação total. Os shoppings, por exemplo, vão funcionar apenas de segunda-feira a sábado, e das 12h às 20h. E as lojas comerciais de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

Parceria pública
No evento, Neto também anunciou que prefeitura e governo farão parceria para evitar o crescimento da curva de contágio. Estruturas serão montadas nas UPAs para que os pacientes com problemas respiratórios leves sejam tratados e caso confirme que está com covid-19 seja encaminhado para o centro de acolhimento no antigo prédio da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Itapuã. 

A prefeitura vai disponibilizar motoristas e veículos. "Hoje, o ritmo da covid é cada vez menor em Salvador. Está caindo. Ainda assim, é fundamental assegurar o isolamento adequado".

O prefeito explicou que os motoristas que serão utilizados já tiveram covid-19. "Isso protege o motorista, que está imune, porque já teve a covid, e ele terá que transportar o paciente da UPA até a EBDA. A ideia é que quando esse paciente chegar com sintomas leves, faça o teste do coronavírus, e se der positivo, ele seja encaminhado à EBDA, onde terá todo acompanhamento lá dentro, com direito a refeição, e onde também vai passar a ter direito aos R$ 500 reais, sendo R$ 250 pagos no começo e R$ 250 no final", detalhou.

No centro de acolhimento, equipes médicas vão acompanhar a evolução do quadro clínico, e em sinal de agravamento ele será encaminhado para internamento em uma das unidades hospitalares da cidade.

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