Santa Izabel é destaque nacional em intervenções cardíacas pouco invasivas

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26.09.2018, 00:00:00
Atualizado: 10.01.2019, 15:46:55
Hospital Santa Izabel (Fotos: Acervo Gecop/Santa Casa da Bahia)
Estúdio Correio -

Santa Izabel é destaque nacional em intervenções cardíacas pouco invasivas

Hospital dispõe hoje dos principais avanços tecnológicos para tratar arritmias com segurança

Reconhecido como uma referência nacional em intervenções cardíacas pouco invasivas, o Hospital Santa Izabel é a primeira unidade médica da Bahia a receber o Selo Diamante da mais alta certificação de qualidade na área. Concedido pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) e pelo Health Services Accreditation (IQG), o selo contempla, atualmente, em todo o país, menos de dez serviços de hemodinâmica.
 
A certificação é justificada pela atuação de excelência do Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do HSI, que completa este mês 44 anos de funcionamento, e coloca à disposição dos pacientes os mais avançados recursos tecnológicos e as técnicas mais apuradas em prol do tratamento e recuperação da saúde cardíaca.
 
Um exemplo disso foi a realização bem-sucedida da primeira correção de arritmia cardíaca por crioblação, cirurgia recomendada em casos nos quais o foco ou feixe anômalo encontra-se localizado em região muito delicada e com riscos de complicações. O procedimento foi executado de forma exitosa em uma paciente de 34 anos, diagnosticada com a Síndrome de Wolf Parkinson White e na eminência de apresentar bloqueio do coração.

O Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do HSI oferece avançados recursos tecnológicos e técnicas apuradas em prol do tratamento e recuperação da saúde cardíaca

Crioenergia
Em uma operação inovadora, os médicos barraram o bloqueio do órgão, por meio de um procedimento de ablação especial, com a utilização da crioenergia. No lugar de esquentar o tecido cardíaco, conforme a ablação convencional, ele foi submetido a uma temperatura de 73 graus Celsius, responsável por criar uma lesão cardíaca por congelamento deste tecido. 
 
De acordo com o médico Alessandro Rabello, supervisor do estágio de Ritmologia Cardíaca, a crioenergia provoca a lesão do foco ou feixe arritmogênico, preservando as estruturas nobres adjacentes, tornando possível corrigir a arritmia sem oferecer riscos ao paciente que recebeu alta 24 horas após a cirurgia.
 
O especialista enfatiza que tudo isso é possível porque o serviço de arritmia do Santa Izabel se assemelha aos grandes centros de tratamentos, incluindo os internacionais, com aparelhagem muito moderna com mapeamento tridimensional do coração e que permite um sucesso muito mais avançado e um tratamento muito mais efetivo das arritmias cardíacas. Todo o aparato também conta com ecocardiograma intracardíaco e uma série de outros equipamentos bastante modernos que garantem maior segurança ao paciente na hora de realizar um procedimento invasivo.
 
Arritmia
O serviço de arritmia do Santa Izabel dispõe, sobretudo, de médicos cardiologistas que têm a capacidade de atender pacientes, sejam particulares, por meio de convênios, e também, no Ambulatório Silva Lima, pelo SUS. “Hoje no serviço nós temos profissionais  especializados na área, que fazem um atendimento dentro do hospital, no Ambulatório Silva Lima”, comenta Rabello. 
 
Entre as arritmias que os pacientes apresentam, o médico destaca que existem as benignas que, muitas vezes, não precisam de tratamentos específicos; outras arritmias podem ser tratadas com medicamentos, mas, de fato, existem algumas bastante perigosas e que podem desencadear até a morte súbita. Para essas, o tratamento feito por especialistas deve ser bastante agressivo. 
 
“Existe uma variação grande de arritmias e que o especialista tem a capacidade de diagnosticar e orientar o paciente. Quanto mais doença no coração, mais pode haver o aparecimento de arritmias consideradas malignas. Tudo depende de outras doenças que o coração pode acometer, ou seja, infarto, hipertensão descontrolada, insuficiência cardíaca... Todas essas doenças podem favorecer o aparecimento de arritmias. O especialista tem que fazer o diagnóstico e desencadear o tratamento adequado”, explica o médico.
 
Atualização
Para superar os desafios no tratamento de arritmias, os profissionais procuram estar mais atualizados quanto possível sobre os avanços, e o hospital Santa Izabel permite isso, disponibilizando para a equipe um arsenal terapêutico extenso. “Isso nos deixa bastante confortáveis, quando decidimos fazer um procedimento. Além da segurança, que já é uma regra geral do hospital, conseguimos ter alinhado à nossa expertise um arsenal tecnológico bastante avançado e que nos garante nossas taxas de sucesso”, comenta o médico. 
 
“Nós temos alguns desafios, como levar para o maior número de clientes a possibilidade de tratamento com o especialista, principalmente o paciente do SUS. Então, o desafio maior é conseguir expandir este tratamento aos pacientes do SUS e eu penso que, futuramente, poderemos conseguir ampliar e levar esse avanço tecnológico a mais pacientes”, afirma.

Para superar os desafios no tratamento de arritmias, os profissionais procuram estar mais atualizados quanto possível sobre os avanços

 
Método avançado possibilita substituição de válvula no coração sem cortes
Outra experiência de sucesso do Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Santa Izabel (HSI) é o Implante Percutâneo Valvar Aórtico (TAVI – do inglês Transcatheter Aortic Valve Implantation). Trata-se de outro procedimento pouco invasivo que tem sido cada vez mais adotado dentro da unidade. O tradicional corte na região do peito para a troca da válvula é substituído por um método mais preciso, no qual é utilizado um cateter introduzido através da femural e por aÍ ele navega até o coração. Este tipo de intervenção é menos traumática para o paciente com quadro de estenose na valva aórtica, e, além de seguro, garante maior qualidade de vida no pós-operatório.
 
“A tendência atual é usar TAVR (Transcatheter Aortic Valve Replacement), técnica desenvolvida inicialmente pelo Dr. Alain Cribier, em Rouen - França, em que se faz a substituição da válvula aórtica doente, por uma prótese biológica, pelo cateterismo cardíaco, com o coração batendo. O tratamento clássico é a cirurgia cardíaca convencional, em que se abre o peito, desvia o sangue para uma máquina (circulação extracorpórea), para o coração e o cirurgião faz a troca da válvula doente por uma prótese”, explica o cardiologista Adriano Dourado.
 
“Acontece que aproximadamente 1/3 dos pacientes idosos não são submetidos ao tratamento cirúrgico, pois apresentam risco de morte muito elevado ou proibitivo. O TAVI ou TAVR foi primeiro desenvolvido para esse grupo de pacientes. Estudos clínicos mostraram redução expressiva de morte para os pacientes inoperáveis e melhores resultados em comparação à cirurgia para pacientes com risco cirúrgico elevado”, conclui o médico.
 
O especialista ressalta que, atualmente, a TAVR é indicada como primeira opção para pacientes portadores de doença da válvula aórtica que são idosos, com mais de 75 anos, e / ou que possuam risco de morte em cirurgia cardíaca convencional, proibitiva ou elevada. Pacientes com risco intermediário podem ter indicação de tratamento por essa técnica desde que definida por equipe multidisciplinar - cardiologista clínico, cardiologista intervencionista e cirurgião cardíaco - chamada de “Heart Team”.  Já os pacientes jovens e com baixo risco cirúrgico ainda não foram avaliados em estudos clínicos consistentes e por esse motivo não têm indicação para esse tratamento.
 
A estenose aórtica calcificada do idoso é uma doença progressiva e que não responde a remédios, portanto, o principal benefício é permitir o tratamento de pacientes considerados inoperáveis. Além disso, o TAVR é feito com o coração batendo, sem necessidade de abrir o peito, e em alguns casos sem anestesia geral, apenas com sedação, o que permite uma rápida recuperação e alta precoce.
 
Para realizar procedimentos como o Implante Valvar Aórtico, além de outros procedimentos diagnósticos e intervencionistas coronários, valvulares, congênitos e eletrofisiológicos, que envolvem a colocação de uma válvula aórtica para sanar o problema em pacientes com estenose da valva aórtica, o hospital Santa Izabel dispõe de três salas de atendimento, com capacidade para funcionar ao mesmo tempo.
 
Além de reconhecido por sua atualização no atendimento pioneiro e no aperfeiçoamento tecnológico, o Hospital SantaIzabel é um hospital-escola. Desta forma, vem contribuindo enormemente para a formação de um grande número de médicos, que adquirem lá experiência e excelência técnica e humana para sua atuação na cardiologia.

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