'Se a mídia está criticando, é porque o discurso foi bom', diz Bolsonaro

brasil
22.09.2020, 22:42:00
Atualizado: 22.09.2020, 22:45:52
Presidente Jair Bolsonaro gravando um discurso para a 75ª Assembleia Geral do Conselho das Nações Unidas em Brasília, em 16 de setembro de 2020 (Marcos Corrêa/PR)

'Se a mídia está criticando, é porque o discurso foi bom', diz Bolsonaro

Em discurso na ONU, sem citar os quase 140 mil mortos pela pandemia de covid-19 no país, o presidente afirmou que parcela da imprensa brasileira politizou o vírus e disseminou o pânico

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manteve o tom hostil adotado no discurso feito na manhã desta terça-feira (22) na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) e retomou as críticas à imprensa em encontro com apoiadores no final da tarde.

"Se a mídia está criticando é porque o discurso foi bom", disse aos simpatizantes antes de entrar no Palácio da Alvorada, sua residência oficial.

No pronunciamento, sem citar os quase 140 mil mortos pela pandemia de covid-19 nopPaís, o presidente afirmou que parcela da imprensa brasileira politizou o vírus e disseminou o pânico. "Sob o lema 'fique em casa' e 'a economia a gente vê depois', quase trouxeram o caos social ao País", afirmou, em vídeo divulgado no evento.

Bolsonaro ouviu de um apoiador que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "depois do seu discurso, matou a pau" no pronunciamento também feito na Assembleia-Geral das Nações Unidas. "Confirmou", emendou Bolsonaro.

Apesar de afirmar várias vezes que não apoiará candidatos a prefeito nas eleições municipais deste ano, Bolsonaro elogiou, a uma apoiadora que citou o pleito em Manaus, o candidato Coronel Menezes (Patriota). "Tem candidato a prefeito bom em Manaus, ou não? Tem um careca lá que eu acho que é bom, não é não? Tem o Alfredo Menezes, coronel do exército."

Menezes é coronel de reserva do Exército e assumiu, durante o governo Bolsonaro, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Deixou o cargo em junho para se candidatar. Ele é um dos 11 postulantes à prefeitura de Manaus que ainda deverão passar pelo crivo da Justiça Eleitoral antes de serem oficializados como candidatos.

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