Sem acordo, Agerba, sindicato e empresas de ônibus agendam nova reunião para segunda

bahia
18.03.2022, 21:27:00
(Foto: Ana Lúcia Albuquerque/CORREIO)

Sem acordo, Agerba, sindicato e empresas de ônibus agendam nova reunião para segunda

Rodoviários ameaçam greve por tempo indeterminado a partir de quarta (23)

Na manhã desta sexta-feira (18), representantes da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), do Sindicato dos Rodoviários Metropolitanos (Sindmetro) e das empresas de ônibus se reuniram para discutir o futuro do transporte. O sindicato apresentou cinco exigências para não iniciar uma greve por tempo indeterminado na próxima quarta (23), mas não houve acordo. As informações são da TV Bahia.

As exigências são: empregabilidade imediata dos funcionários da empresa VSA, pagamento de salário de fevereiro dos funcionários da BTM, contratação imediata de uma empresa para assumir as linhas da BTM e requalificação tarifária da integração (que 50% da tarifa seja para o metrô e 50% para as empresas de ônibus). O diretor coloca que o reajuste da passagem não é uma solução no momento, já que a população seria penalizada. 

Sem resultado, uma nova reunião está agendada para às 10h da próxima segunda (21), quando os ônibus devem circular normalmente, assim como nesta sexta, diferente da quinta, quando houve paralisação das atividades das seis empresas (Nova Aviação, Atlântico Transporte, Asa Bela, Avanço Transporte, Costa Verde e Expresso Luxo Vitória), deixando cerca de 300 mil passageiros na mão. 

O estudante Edvaldo Paixão, de 23 anos, conseguiu ir e voltar do estágio normalmente, ao contrário da quinta, quando precisou caminhar e acabou se atrasando. “Mas sei que ainda não está resolvido e que provavelmente vamos ter outra paralisação. A preocupação maior é que a gente não seja pego de surpresa porque nem todo mundo tem dinheiro para pegar um uber ou moto táxi, etc. Eu apoio o movimento dos rodoviários, mas desde que eles avisem a população”, coloca. 

Por que os rodoviários pararam e ameaçam parar novamente?

Desde segunda (14), o transporte rodoviário metropolitano é assunto na imprensa e nas conversas cotidianas. Isso porque, nesse dia, nenhum ônibus da empresa BTM, que cobre Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, saiu da garagem. De acordo com os rodoviários, ao chegarem ao trabalho, notaram 10 veículos a menos e todos estavam sem combustível. 

Segundo o Sindmetro, o dono da empresa não deu satisfação aos trabalhadores, que estão sem receber os salários de fevereiro. Desde segunda, a BTM não funciona. A Agerba afirma que já está em fase de contratação de uma nova empresa para assumir as atividades.

Na quinta (17), os rodoviários das demais empresas pararam como forma de protesto contra a atual situação de crise do transporte metropolitano. De acordo com o Sindmetro, 11 empresas faziam o transporte antes da pandemia. Agora, restam seis. Antes da BTM, a última a parar foi a VSA, em janeiro deste ano. Segunda a Agerba, a Avanço Transportes assinou nesta quarta (16) o contrato para operação das linhas da VSA, que deve ser iniciada em 7 dias. A empresa Costa Verde já anunciou que não tem condições de realizar os pagamentos de salários previstos para a próxima segunda. 


 

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