Sem celular! 20 brincadeiras da sua infância que podem ajudar seu filho a sair das telas

salvador
23.05.2020, 05:00:00
Atualizado: 25.05.2020, 11:45:35
Como convencer a criança a largar o celular? Eis o mistério (August de Richelieu / Pexels)

Sem celular! 20 brincadeiras da sua infância que podem ajudar seu filho a sair das telas

Ouça podcast especial; especialistas dão dicas para tirar a criança de frente do celular ou do vídeo-game

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Ser pai ou mãe nessa quarentena não tem sido tarefa fácil. São muitas obrigações, do trabalho às tarefas domésticas. No meio disso tudo, surge uma preocupação: será que meu filho não está passando tempo demais em frente a uma tela? Será que isso vai fazer mal a ele?

Antes de tudo, calma: deixar a criança entretida em frente a uma tela será algo inevitável nesse momento. O que se pode fazer é criar estratégias para diminuir esse tempo. E nesse sentido, algumas brincadeiras da sua infância, pai e mãe, serão muito úteis.

Pensando nisso, o CORREIO elaborou esse guia com 20 brincadeiras e dicas para tirar, pouco a pouco, as crianças de frente das telas.


Confira o podcast com a psicóloga Mariana Paz. Dê o play ou faça o download para ouvir quando quiser:

Não se desespere

“No primeiro momento da quarentena a tendência em todas as famílias foi liberar as telas. Foi uma forma de ganhar tempo e ver como ia funcionar essa nova rotina. Passado esse primeiro momento, as pessoas têm percebido ‘eita, tá tempo demais no vídeo-game, na internet’. E, realmente, isso não é bom para ninguém, especialmente para as crianças”, diz a psicóloga infantil Helena Martinelli.

Para a psicopedagoga Daniela Viana, chegou a hora de repensar esse tempo e equilibrá-lo com atividades ‘offline’: “Não podemos impedir as crianças de ficarem com celular na mão. Essa tecnologia é algo da geração delas. Impedir isso na verdade pode até atrapalhar, deixá-las defasadas. A ideia é associar essa tecnoliga às brincadeiras mais ativas”.

“Para toda criança ou adolescente é importante ter na rotina esse momento de deixar a tela de lado e ter o momento da atividade em família. Ou então, de ficar longa da tela, olhar para o que tem à disposição e dizer ‘vou brincar disso, vou ler um livro’”, conta a psicopedagoga Daniela Viana.

Chegou a hora de diminuir o tempo em tela (Foto: August Richelieu / Pexels)

Obviamente, muitas crianças e adolescentes vão ter uma resistência inicial. “Acho que é importante os pais colocarem regras e limites claros. Pode ter um tempo em frente à tela, mas tem que ser um tempo restrito. Quanto menor, melhor”, orienta Helena Martinelli.

“Os pais têm que se dedicar muito nesse momento. Ensinar as crianças a brincarem com coisas analógicas, incentivarem, participarem também da brincadeira. Tem que ter muita paciência, disposição e ir experimentando”, diz Helena Martinelli.

As atividades devem ser orientadas de acordo com a idade. Crianças de 0 a 5 anos vão preferir brincadeiras sensoriais, que estimulem a coordenação motora fina. Já os mais velhos e adolescentes vão preferir jogos de tabuleiro e desafios.


ORIENTAÇÕES DOS ESPECIALISTAS


Resgate as brincadeiras da sua infância

A dica geral para os pais nesse período de quarentena é voltar no tempo e sugerir ao filho as brincadeiras da sua infância. “São brincadeiras que não perdem nunca o seu valor. Se os pais forem a uma escola atual no recreio, vão perceber que tudo segue igual: polícia e ladrão, pega-pega, esconde-esconde...”, conta a psicopedagoga Daniela Viana. “Existem outras brincadeiras que as crianças ainda não conhecem e que vão adorar conhecer e levar para a escola depois”, completa.

“Quando o pai apresenta ao filho uma brincadeira que ele gostava quando era criança, a chance do pai gostar daquela experiência, sentir uma certa nostalgia, e querer brincar mais vezes com o filho aumenta. Por tabela, a chance da criança curtir e brincar mais vezes de maneira ‘analógica’ também aumenta”, reflete a psicóloga Helena Martinelli.

Cuidar da casa faz bem

Brincadeiras não são as únicas atividades que podem entreter a criança nesse período de quarentena. “Acho bacana incentivar a criança a criar uma nova relação com a casa, com o espaço em que ela vive. Uma atividade que toma bastante tempo é pedir que ela arrume os brinquedos dela. Ensinar a arrumar a cama, também. E o pai tem que retribuir de forma empolgante: ‘que massa, você arrumou seu quarto, aprendeu a dobrar o lençol, que bacana”, orienta a psicóloga infantil Helena Martinelli.

“Outra coisa é chamar a criança para participar do cuidado doméstico. Passar pano, ajudar a varrer... Elas se divertem muito. É uma oportunidade de ensinar a elas uma habilidade fundamental, e que muita gente cresce sem saber. Mostrar que as coisas não são mágicas, nenhuma cama aparece dobrada sozinha, é sempre fruto do trabalho de alguém”, completa Helena.

Nada de deixar brinquedos espalhados pela casa (Foto: Creative Commons)

Brincadeira também é aprendizado

Segundo os especialistas, a quarentena tem ressignificado o conceito de aprendizado, dando um maior valor para as atividades lúdicas: “É através de jogos e brincadeiras que as crianças e adolescentes aprendem da melhor forma. Temos que sair dessa noção limitada de que só o estudo tradicional, com aula e cara nos livros, é que traz aprendizado. Não, o aprendizado é muito maior do que isso”, salienta a psicopedagoga Daniela Viana.

“A quarentena tem mostrado que a escola não tem muros e que o aprendizado não deve acontecer apenas naquele espaço físico e naquele tempo determinado. Quando se vivencia algo a gente aprende mesmo e não decora. Aquela experiência fica na criança e ninguém tira. A gente tem que fazer com que as crianças vivenciem mais”, completa Daniela.

Como cativar a criança?

Inevitavelmente vai surgir uma desconfiança na cabeça dos pais: ‘mas meu filho não vai querer largar o vídeo-game, tenho certeza’, pensam alguns. Os especialistas respondem: “A primeira reação da criança vai ser sempre negativa. Isso é normal com qualquer um, até adultos. Se estou fazendo algo cômodo, em frente a uma tela, e alguém me sugere fazer algo que eu não conheço, qual vai ser minha resposta?’, indaga a psicopedagoga Daniela Viana.

“A família tem que ir aos poucos, sugerindo algo à criança, observando o que ela gosta de fazer ‘offline’ e mostrando como é tão divertido quanto ou até mais divertido fazer algo juntos. Aos poucos elas vão diminuir a parte dos eletrônicos, porque as crianças sentem essa necessidade. São seres humanos e nós temos a necessidade orgânica de nos relacionar”, completa a especialista.


20 BRINCADEIRAS DE ANTIGAMENTE


1) Massinha de modelar caseira

Basta misturar farinha de trigo, água, óleo e corante alimentício. “A criança, no próprio ato de fazer a massinha, já fica ali na bacia mexendo com as mãos, apertando, para dar liga. Isso é um trabalho da coordenação motora”, conta a psicopedagoga Daniela Viana.

“O interessante é associar a brincadeira com o aprendizado. Por exemplo, pedindo para que a criança faça letras com a massinha, números, formas geométricas, e por aí vai”, completa Daniela Viana.

“A massinha de modelar caseira exercita a criatividade e a imaginação da criança, além da coordenação motora e da noção de espaço para montar as formas” – Daniela Viana.

2) Trama de cardarços

Outro sucesso da escolinha. Num papelão ou numa folha de papel mais rígida, faça vários furos aleatórios. Dê um cordão ou um cadarço de sapato à criança e peça para que ela passe a linha pelos furos, da maneira que ela achar melhor.

“Esse é um trabalho interessante inclusive para crianças especiais. Trabalha coordenação motora fina, precisão, concentração, foco” – Daniela Viana

3) Torre de pregadores

O velho pregador de roupa de madeira pode virar brinquedo para a criança. Basta prender ou colar um pregador numa folha de papelão ou em outra superfície plana e entregar para a criança com outros pregadores soltos.

“O pai ou a mãe mostra como funciona a pinça e deixa a criança sair pregando um no outro. Ela vai tentar montar alguma coisa ali”, conta a psicopedagoga Daniela Viana. A atividade pode ser enriquecida com palitos de picolé ou outros objetos da casa.

“Isso trabalha coordenação motora fina, percepção espacial, noção de peso e equilíbrio, é um sucesso de aprendizado” – Daniela Viana.

4) Circuito de ‘cama de gato’

Em algum corredor da casa, você pode usar uma fita adesiva partindo de uma parede para outra. Faça isso várias vezes, em várias direções, ao longo do corredor. “A criança tem que passar pelo meio daquela ‘cama de gato’, até chegar do outro lado”, explica a psicopedagoga Daniela Viana.

Se o espaço for grande, coloque uma fila de cadeiras de um lado, uma fila do outro e forme um corredor. Prenda um barbante ou elástico nas cadeiras, passando entre elas, em várias direções. A criança tem que atravessar entre as cadeiras, passando pelos cordões.

“Esse é um trabalho perfeito de coordenação motora ampla, de conhecimento corporal, de equilíbrio. Até para a criança escrever e ler precisa ter essa noção” – Daniela Viana.

5) Pintura no chuveiro

“As crianças, espacialmente as mais novinhas, adoram. E é uma atividade muito boa para elas de criatividade e coordenação motora”, conta a psicóloga infantil Helena Martinelli.

Ela dá uma dica: “Para os pais mais receosos de sujeira, dê a tinta guache para a criança dentro do chuveiro e diga ‘decora aí o vidro do box’, ou então ‘pinta aí o azulejo’. Aí ela se diverte, pinta tudo e depois é bem fácil de limpar. Ela mesma pode fazer isso, você dá a esponja e ensina a criança a apagar a obra de arte, e isso é mais um aprendizado”. 

6) Faz-de-conta

Atividade clássica, mas que ainda faz sucesso entre as crianças mais novas e que pode deixá-las entretidas por um bom tempo enquanto os pais realizam outras tarefas diárias. O pai ou a mãe prepara o cenário e deixa a imaginação da criança correr solta.

“Pega os bonecos, coloca sentados, pega um caderno e fala para a criança: ‘hoje você vai dar aula para eles’. E pronto, ela vai se amarrar”, conta Helena Martinelli. Pode ser ainda brincar de médico, de cabana, de casinha, de restaurante... “Basta criar um cenário, dá a ideia para a criança e deixar ela soltar a imaginação”, completa a especialista.

7) Ciranda

Uma brincadeira que nunca sai de moda e que é ideal para as crianças mais pequenas. “Cantar e dançar é uma atividade muito legal para os novinhos. Trabalha noção corporal, movimentos coordenados e sobretudo ritmo, que é essencial para a criança falar bem e aprender a escrever”, diz a psicopedagoga Daniela Viana.

8) Desenhar

Mais uma atividade perfeita para deixar a criança sozinha, entretida, enquanto os pais fazem outra tarefa diária. “As crianças menores adoram. Mesmo os adolescentes, quando têm esse dom, passam horas desenhando. E é uma atividade completa, de coordenação motora e de imaginação, além de muito foco”, aponta Daniela Viana.

“A criança pode ficar desenhando sozinha e os pais interagirem com ela num determinado momento, para incentivar, adivinhar qual é o desenho” – Daniela Viana.

9) Caça ao tesouro ou quente e frio

Dois clássicos. Você esconde um objeto e vai dando pistas de onde está. Na primeira, faz bem dar uma nova pista a cada enigma decifrado. Se não quiser ter muito trabalho e for uma criança pequena, basta dizer ‘tá quente’ ou ‘tá frio’. Pode ser feita com filho único ou com irmãos em casa.

“É uma brincadeira tão boba, mas as crianças mais novinhas curtem tanto... O ‘quente ou frio’ é muito bom para crianças de cinco, seis anos” – Helena Martinelli

10) Ajudar na cozinha

Chamar a criança para ajudar na cozinha faz bem (Foto: August Richelieu / Pexels)

Se o pai ou a mãe estiver muito atarefado na cozinha, chamar a criança pode ser uma forma de unir o útil ao agradável. “Tem até um ditado: ‘trabalho de criança é pouco mas quem recusa é louco’. Desde que tenha supervisão de um adulto, elas podem ajudar muito e aprender uma nova habilidade”, conta a psicóloga Helena Martinelli. “Ensina matemática, proporção, divisão. Passa lições de paciência, de saber aguardar o bolo crescer, por exemplo”, completa a especialista.

“Criança gosta de cozinhar. Fazer gelatina, por exemplo, que é algo tão bobo, mas elas curtem muito. É uma forma de introduzir uma habilidade essecncial para a vida delas” – Helena Martinelli

11) Jogos de tabuleiro

Saiba que, mesmo com a tecnologia, os jogos como Damas, Xadrez e Ludo nunca sairão de moda, e nem podem. Essas atividades trazem um ganho enorme para todas as idades, sendo uma das melhores atividades ‘offline’. Por isso, são altamente recomendadas para se fazer em família, com os pais ou os avós e tios. Quem sabe não se torna um hábito saudável para o pós-quarentena?

“Esses jogos trabalham raciocínio lógico e rápido, concentração, antecipação, reflexo, tem uma série de aprendizados com eles e que nunca envelhecem” – Daniela Viana.

12) Amarelinha

Hora de resgatar a velha amarelinha (Foto: Creative Commons)

Ideal para todas as idades. Pode ser interessante até para adultos, já que pular e se manter equilibrado em isometria vai te fazer queimar calorias. “Além da coordenação motora você pode trabalhar a matemática, pedindo para a criança escrever os números, algumas crianças pequenas sabem contar mas não sabem desenhar os números”, diz a especialista, Daniela Viana.

“Vai depender de onde a família mora, porque em apartamentos vai incomodar o vizinho. Mas se tiver uma área ao ar livre, é muito recomendado” – Daniela Viana

13) Jogos interativos

Hora de resgatar aquele jogo tradicional, que nunca sai de moda: WAR, Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Detetive, Imagem e Ação, e por aí vai. A vantagem é que todo mundo já jogou alguma vez na vida e se divertiu muito. Essa sensação de empolgação dos mais velhos pode deixar a criança ainda mais acolhida e envolvida.

“Tem muito adulto que se reúne para jogar até hoje”, lembra a psicopedagoga Daniela Viana. “São jogos ótimos porque precisam de mais de uma pessoa. Então desenvolvem a interação, a diversão em família, e ajudam muito a combater a timidez”, completa.

“A gente sabe que tem muitas crianças e adolescentes que são tímidos, então esses jogos, por serem interativos, ajudam a combater isso” – Daniela Viana.

14) UNO

Uno é um clássico da infância (Foto: Creative Commons)

Sabe aquele joguinho de cartas com números e cores? “Esse é um jogo mágico e perfeito para qualquer momento. É muito barato de comprar, dá para jogar em dupla, em trio, em qualquer formação e traz um ganho enorme. E é recomendado para qualquer idade, até os adolescentes adoram”, diz a psicopedagoga Daniela Viana.

“O UNO trabalha matemática, raciocínio rápido, reflexo, reação, concentração, combate a timidez... É um jogo muito recomendado” – Daniela Viana.

15) Futebol de botão

Se a criança tiver um pai ou mãe que adorava jogar futebol de botão na infância, esse é o momento perfeito para resgatar esse hábito. Até como incentivo à criança, dá para dizer à ela: “Hoje você tem futebol no videogame, mas sabe como é que eu jogava?”. Coordenação motora, noção de espaço e força, direção, velocidade, tudo é trabalhado de maneira ampla com o jogo de botão.

16) LEGO

Lego ajuda em vários sentidos (Foto: Creative Commons)

Essa é daquelas atividades ideais para deixar a criança brincando sozinha e concentrada, enquanto os pais realizam outras atividades do dia a dia. Para os filhos-únicos, essa é uma atividade campeã. É preciso observar a faixa de idade sugerida no próprio brinquedo. 

“Melhor ainda é não seguir as instruções de montagem que vêm na caixinha. Dê o LEGO para a criança e deixe ela soltar a imaginação” – Daniela Viana

17) ‘ABC’ ou ‘Stop’

Sabe aquela brincadeira de escolher uma letra e dizer uma fruta, um bicho ou uma cidade que tenha aquela inicial? “É uma atividade que eu mesma aplico muito com os meus pacientes. E a vantagem dela é que você pode fazer falando, precisa de lápis nem nada. Conta a letra com os dedos e vai falando”, lembra a psicopedagoga Daniela Viana.

“Aumenta vocabulário da criança, trabalha a memória, a velocidade do pensamento, já que tem que falar rápido para não perder. É uma atividade completa” – Daniela Viana.

18) Elástico

Na sua infância você com certeza brincou ou viu alguém brincando de elástico. Esse é, até hoje, um sucesso nas escolas. Trata-se de pular dentro, fora e em cima de um elástico, esticado por duas outras pessoas e cuja altura vai aumentando de acordo com a ‘fase’.

“Atividade incrível para o corpo. Exige um controle corporal enorme, elasticidade, tem muito adulto que pode tentar fazer junto, mas não vai dar conta” – Daniela Viana

19) Dominó e baralho

Clássicos, né? E indispensáveis para estreitar os laços familiares nessa quarentena. Com a vantagem de que pode ser divertido para todas as idades: da criança ao vovô. Mesmo os adolescentes curtem muito. “São muitas possibilidades que baralho e dominó trazem, e que são legais de serem exploradas em família”, diz a psicóloga Helena Martinelli.

20) Lig-4

Sabe aquele joguinho que tem um painel, cheio de espaços vazios, e que duas pessoas vão preenchendo com fichinhas coloridas até formar uma fila ou coluna de quatro fichas da mesma cor?

Um jogo antigo, mas que é um clássico entre os pedagogos. “Maravilhoso para a criança, recomendo muito aos meus pacientes. Tabalha noção espacial, concentração, raciocínio lógico, antecipação de movimentos, interação”, aponta a psicopedagoga Daniela Viana.

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