Só louva-a-deus na causa: vídeo mostra vespa assassina sendo devorada em segundos

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13.05.2020, 12:05:34
Atualizado: 14.05.2020, 12:45:50
(Foto: Reprodução)

Só louva-a-deus na causa: vídeo mostra vespa assassina sendo devorada em segundos

Inseto capaz de matar ratos não foi páreo para o bichinho de nome celestial

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A chegada da tal 'vespa assassina' aos Estados Unidos assustou muita gente aqui na parte sul do continente americano, principalmente após viralizar um vídeo do inseto matando um rato em menos de um minuto. Mas agora parece que um arquirrival à altura da vespa finalmente foi encontrado.

Aqueles que pediram a Deus por uma intervenção divina foram atendidos. E o nome herói comprova a possível ação celestial na causa: louva-a-deus.

O vídeo do salvador da pátria devorando a vespa que chega a 5cm em questão de segundos viralizou. Veja:

Apesar de uma aparência frágil, com um corpo cujo formato lembra folhas, o louva-a-deus é pário duro para quem se atreve a enfrentá-lo. Apesar de parecer inofensivo, o bichinho é um predador que pode atingir 15 centímetros de comprimento e caça não apenas insetos, mas também lagartos, pássaros e pequenos mamíferos.

Além disso, as fêmeas da espécie tem um fetiche peculiar e costumam devorar os machos após o "rala e rola" - mas é por uma boa causa, afinal, uma grávida precisa estar bem alimentada para ter filhotes saudáveis.

Mas para nós humanos a situação está tranquila. Não há relatos de pessoas mortas pelo animal de nome divino. Ao contrário da vespa assassina, que mata, em média, mais de 50 pessoas por ano na Ásia, de onde é originária. 

Mas o prato favorito da vespa assassina são as abelhas. E foi justamente o aparecimento desses insetos amarelinhos decaptados que denunciou a presença do invasor nos Estados Unidos - mais precisamente no estado de Washington.

"Ela é inconfundível", disse Susan Cobey, criadora de abelhas do Departamento de Entomologia da universidade: "Parecem um monstro de desenho animado esse enorme rosto amarelo-laranja".

"É uma vespa chocantemente grande", acrescentou Todd Murray, entomologista da Universidade Estadual de Washington (WSU, na sigla em inglês) e especialista em espécies invasoras: "É um risco para a saúde e, mais importante, um predador significativo de abelhas".

Ainda de acordo com o comunicado, Cobey, Murray e outros cientistas da universidade mostram preocupação e dizem estar esperando um o aumento de registros na primavera do hemisfério norte, pois a vespa começa a se tornar ativa em abril. Eles trabalham com o Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA, na sigla em inglês), apicultores e cidadãos para encontrá-la, estudá-la e ajudar a deter sua proliferação.

Foto: Divulgação / WSDA

"Se encontrá-las, corra e nos chame! É realmente importante para nós saber de todas as vezes que forem observadas, se quisermos ter esperança de erradicação", disse o entomologista Chris Looney, do WSDA.

Não se sabe como ou onde a vespa chegou pela primeira vez na América do Norte. Os insetos são frequentemente transportados em carga internacional e, às vezes, deliberadamente. Em casa, nas florestas e montanhas baixas do leste e sudeste da Ásia, eles se alimentam de grandes insetos, incluindo outras vespas e abelhas nativas. No Japão, eles dizimam a abelha europeia, que não tem defesa efetiva.

O ciclo de vida das vespas gigantes asiáticas, explicam os cientistas, começa em abril, quando as rainhas saem da hibernação, alimentam-se de seiva e frutas das plantas e procuram uma local subterrâneo para construir seus ninhos. Uma vez estabelecidas, as colônias crescem e enviam vespas operárias para encontrar comida e presas.

Os insetos são mais destrutivos no fim do verão e no início do outono, quando estão em busca de fontes de proteína para criar as rainhas do próximo ano. Eles ataca colmeias de abelhas, matando as adultas e devorando as larvas e pupas. 

A espécie também significa um risco para os humanos pois suas picadas são extremamente dolorosas e contam com uma potente neurotoxina. Com isso, caso alguém seja ataccado por um enxame pode morrer, mesmo que não seja alérgico. 

"Precisamos ensinar as pessoas a reconhecer e identificar essa vespa enquanto as populações são pequenas, para que possamos erradicá-la enquanto ainda temos uma chance", alertou o entomolista Murray.

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