Suposta jurista Cátia Raulino depõe em delegacia sem apresentar provas   

salvador
26.08.2020, 13:13:49
Atualizado: 27.08.2020, 09:42:53
Cátia Raulino deixou delegacia em silêncio, sem responder perguntas dos jornalistas (Nara Gentil/CORREIO)

Suposta jurista Cátia Raulino depõe em delegacia sem apresentar provas   

Justificativa da acusada é não ter conseguido coletar os documentos por conta da pandemia 

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

A suposta jurista Cátia Raulino, investigada por plágio e por exercício ilegal da profissão de advocacia, depôs nesta quarta-feira (26) na 9ª Delegacia (Boca do Rio), em Salvador. Cátia começou a ser ouvida pelo delegado Antônio Carlos Magalhães Santos por volta das 10h e não apresentou provas documentais sobre os títulos acadêmicos que diz ter em seu currículo Lattes, que foram negados por todas as universidades federais que o CORREIO entrou em contato. 

Segundo o delegado, a justificativa de Cátia para não apresentar os documentos foi a dificuldade em coletar os certificados por conta da pandemia. Ele deu o prazo de cinco dias para que a defesa apresente as provas documentais. 

Os advogados da suposta jurista alegam que têm como comprovar que Raulino tem os diplomas e que a carteira da OAB não seria da Bahia, mas de outro estado. No entanto, os defensores não quiserem dar mais detalhes sobre o assunto. Fabiano Pimentel, advogado principal da acusada, informou que fará um comunicado à imprensa ainda nesta quarta-feira.

Desde que o CORREIO fez a reportagem sobre a investigação, na semana passada, dois novos alunos, também da UniRuy, denunciaram Cátia Raulino no Ministério Público da Bahia, também acusando-a de plágio. Ao todo, ela acumula seis processos na Justiça - dois por exercício ilegal e irregular da profissão e quatro por plágio.

Solimar Musse, uma das alunas que denunciou a suposta advogada por plágio, aguardava na recepção da delegacia para também prestar depoimento ainda pela manhã desta quarta. Contudo, como ela pediu ao delegado para não encontrar com a antiga professora, seu depoimento foi remarcado para as 15h.
 

*Sob orientação da chefe de reportagem Perla Ribeiro

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas