Suspeito de participar de milícia, tio de Michelle Bolsonaro é preso no DF

brasil
30.05.2019, 06:25:19
Atualizado: 30.05.2019, 06:29:13
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Suspeito de participar de milícia, tio de Michelle Bolsonaro é preso no DF

Primeiro sargento João Batista Firmo Ferreira foi um dos alvos da Operação Horus

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Um dos sete policiais suspeitos de integrarem uma milícia na Ceilândia, no Distrito Federal, é tio da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. A informação foi divulgada pelo jornal Correio Braziliense. 

O primeiro sargento João Batista Firmo Ferreira foi um dos alvos da Operação Horus, deflagrada nessa quarta-feira (29). O militar reformado é irmão de Maria das Graças, mãe de Michelle. A família da primeira-dama mora na região do Sol Nascente. 

Os sete sargentos Jorge Alves dos Santos, Agnaldo Figueiredo de Assis, Francisco Carlos da Silva Cardoso, José Deli Pereira da Gama, Paulo Henrique da Silva e Jair Dias foram presos na ação. Todos  são lotados ou já atuaram no 8º e no 10º Batalhão da Polícia Militar, unidades responsáveis pelo policiamento ostensivo na região. 

As investigações começaram em 2011. Ligações telefônicas dos suspeitos foram interceptadas e as conversas revelaram a forma de atuação dos policiais militares responsáveis pela grilagem no Sol Nascente. Dados da quebra do sigilo bancário de João Firmo reforçam a ligação dele com a organização criminosa. Foram identificadas  duas transferências dele para Francisco Cardoso, outro integrante da suposta quadrilha de milicianos, em 27 de julho de 2015, que totalizaram R$ 8 mil.

A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal, em parceria com a Coordenação Especial de Repressão à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária da Polícia Civil DF e com a Corregedoria Militar do Distrito Federal. 

Em nota, a Polícia Militar alegou ter colaborado com as investigações por meio da Corregedoria. A corporação acrescentou que instaurou procedimentos internos para apurar a conduta dos policiais. “Mas todos correm sob segredo de Justiça. Portanto, não podemos dar mais detalhes”, informou.

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