Talento de estreantes dita o ritmo do último Ba-Vi de 2018

ba-vi
12.11.2018, 10:47:00
Léo Ceará e Ramires comandaram as principais ações do último Ba-Vi da temporada (Maurícia da Matta/EC Vitória e Felipe Oliveira/ EC Bahia)

Talento de estreantes dita o ritmo do último Ba-Vi de 2018

Revelados na base, Léo Ceará e Ramires se destacam em primeiro clássico como profissionais

Os estreantes roubaram a cena no último Ba-Vi de 2018. Principais personagens do jogo, o rubro-negro Léo Ceará e o tricolor Ramires garantiram não apenas o placar do confronto, mas também boas memórias do primeiro clássico como jogadores profissionais. Nenhum dos dois saiu de campo vitorioso, mas eles foram determinantes no empate em 2x2 registrado domingo (11), no Barradão, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Revelados na Toca do Leão e no Fazendão, Léo Ceará e Ramires homenagearam os pais. Aos 23 anos, o rubro-negro colocou o Vitória em vantagem duas vezes. Vibrou muito ao abrir o placar logo aos sete minutos do primeiro tempo e dedicou o feito a seu Manoel. "Meu pai me pediu antes do jogo que dedicasse um gol pra ele, então esse gol é pra ele", disse o centroavante.

Para balançar a rede, o prata da casa contou com a ajuda de outro estreante em Ba-Vis. A assistência, após cobrança de escanteio, saiu dos pés do argentino Benítez. Também foi o estrangeiro quem fez o lançamento para o segundo gol dele, aos 21 minutos da etapa final. 

"A equipe lutou, mas tomamos dois gols bestas. Agora acabou esse jogo contra o Bahia, temos que pensar no Sport, que será um jogo muito importante. Infelizmente não conseguimos o triunfo em casa", comentou Léo Ceará. O principal responsável pelo lamento do atacante rubro-negro é um tricolor cinco anos mais novo que ele.  

Ramires acabou de atingir a maioridade. Aos 18 anos, a revelação do Bahia balançou a rede pela primeira vez em Ba-Vis. Na comemoração, dançou reggae. Não foi uma provocação ao rival, longe disso. Os passinhos foram uma homenagem a seu Edson. 

"Meu pai, que já é falecido, gostava muito de reggae, então eu sempre gostei também do som. E eu já tinha feito gols, mas ainda não havia homenageado o meu pai com a dança. Acho que fiz na hora certa, em um jogo importante pra gente. Estou muito feliz", comemorou Ramires.

Antes de dar números finais ao jogo aos 25 minutos do 2º tempo, Ramires já havia servido Nilton. O volante, 31 anos, tinha disputado um Ba-Vi no Campeonato Baiano, mas saindo do banco de reservas na ocasião. Agora foi titular no clássico pela primeira vez. Para estrear a rede nesta edição da Série A, o veterano contou com o talento do meia, que cobrou falta na cabeça dele aos 38 minutos do 1º tempo.

"Foi meu primeiro Ba-Vi como profissional e graças a Deus consegui ajudar a equipe com um gol e uma assistência. Foi muito especial pra mim, fiquei muito feliz com o que conseguimos e em ajudar a equipe dessa forma", afirmou Ramires.

O meia seguirá em campo na próxima rodada do Brasileirão, quando o Bahia recebe o Ceará, quarta-feira (14), às 20h (da Bahia), na Fonte Nova. Com 41 pontos, o tricolor é o 11º colocado na tabela de classificação. Suspenso, Nilton está fora.

Léo Ceará e Benítez também não defenderão o Vitória no mesmo dia, contra o Sport, às 20h45 (da Bahia), na Ilha do Retiro. O atacante levou o terceiro cartão amarelo e está suspenso. O lateral-esquerdo sofreu uma entorse no tornozelo e está vetado pelo departamento médico. Com 35 pontos, o Leão amarga a zona de rebaixamento, em 17º lugar. 

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