Taxistas fazem carreata para reivindicar benefício emergencial

salvador
06.04.2020, 15:19:00
Atualizado: 06.04.2020, 15:42:17
(AGT/Divulgação)

Taxistas fazem carreata para reivindicar benefício emergencial

Benefício de R$ 270 está profissionais acima de 60 anos; categoria quer que todos possam usufruir

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Um grupo de 200 taxistas fez uma carreata na manhã desta segunda-feira (6) para protestar contra a exclusão de parte da categoria no benefício de R$ 270 reais cedido pela prefeitura para alguns trabalhadores.

No anúncio feito pelo prefeito ACM Neto, o programa Salvador por Todos dará o auxílio a profissionais como ambulantes, baleiros, taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativos com mais de 60 anos de idade pelos próximos três meses. No total, serão destinados R$105 milhões para 20.485 trabalhadores cadastrados pelo município e a previsão é que os pagamentos sejam efetuados já na semana que vem. 

(AGT/Divulgação)
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De acordo com o presidente da Associação Geral dos Taxistas, Denis Paim, a categoria solicita que o valor seja repassado não apenas aos idosos, que são cerca de 20% do quadro de taxistas de Salvador, mas também ao restante, que sofreu uma perda significativa na renda desde o início do isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus. 

"Tivemos uns 90% de perda na renda. A gente sai e não faz corrida nenhuma, porque não tem gente na rua. No máximo, alguns clientes antigos ligam, aí fazemos um deslocamento de 10, 20 quilômetros, para pegar uma corrida de R$ 10. Não compensa", disse Paim.

Segundo Dênis, a categoria se concentrou no Centro Administrativo da Bahia, onde fizeram um buzinaço ao passar pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e na sede da governadoria.Em seguida, seguiram em direção à Câmara Municipal, onde 10 táxis ficaram estacionados e os demais seguiram circulando, fazendo manifestações sonoras.

O representante da AGT foi à prefeitura e se reuniu com Ana Paula Matos, secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre). Dênis relata que a pasta informou à categoria que o pedido já estava sob análise da gestão municipal e que uma reunião, ainda sem data definida, seria marcada para que a questão fosse debatida.

O CORREIO procurou a Sempre, mas não obteve retorno.

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