Você sabe o que é Employer Branding? Veja as vantagens de ser um bom empregador

empregos
09.11.2020, 06:00:00
A construção de uma marca de empregador positiva traz benefícios para os negócios e o clima organizacional (Shutterstock/reprodução)

Você sabe o que é Employer Branding? Veja as vantagens de ser um bom empregador

Especialistas mostram como o investimento em Employer Branding pode ser positivo para os negócios

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Imagine a possibilidade de atrair os melhores profissionais do mercado; reter talentos junto a sua equipe; ter as portas do mercado abertas com uma marca forte; ser mais competitivo junto à concorrência; ter credibilidade junto ao cliente final. No atual cenário de incertezas, a aposta em Employer Branding(EB) ou a marca do empregador tem sido uma tendência adotada por diversas empresas que querem ganhar destaque investindo na sua reputação como bons empregadores.

De acordo com o administrador, presidente da WSI Master Brasil, co-Fundador da WSI Consultoria e membro do Global WSI Internet Consultancy Advisory Board, Caio Cunha, o conceito de EB  pode ser interpretado como a forma com que  os funcionários, atuais e ex-funcionários, vêem a empresa, o ambiente de trabalho, os verdadeiros propósitos das empresas e a retribuição da empresa aos seus colaboradores pelos seus esforços e dedicação.   

“As empresas precisam oferecer muito mais do que simplesmente uma boa remuneração aos seus funcionários. O investimento em Employer Branding tem por objetivo fortalecer a percepção da empresa na mente dos seus funcionários, mesmo quando esses colaboradores mudam de emprego”, esclarece, ressaltando que a relação é de ganha ganha. 

“Não adiante a empresa simplesmente dizer que visa o bem estar dos seus funcionários, se quando olham para o ambiente de trabalho e é claro que há um nível de insatisfação, ou cobrança sem retribuição, ou pouco potencial para os funcionários se desenvolverem e aprenderem mais”, completa, salientando que atitudes como mais flexibilidade nos horários de trabalho, permissão para interação das atividades pessoais com profissionais ajudam a garantir o EB. 

Pontos fortes

A consultora de carreira na LHH, Fabiana Soares diz que a empresa que busca fortalecer sua marca empregadora precisa direcionar esforços no sentido de potencializar seus pontos positivos, tais como: investir na jornada de experiência do colaborador, com carreiras bem estruturadas, trilhas de aprendizagem e remuneração equilibrada com o mercado a fim de assegurar a atração e retenção de talentos. “É importante destacar que o clima de trabalho saudável e o estímulo à qualidade de vida também tem impacto na avaliação e na escolha de profissionais durante o processo seletivo”, esclarece. 

Fabiana Soares diz que a empresa que busca fortalecer sua marca empregadora precisa direcionar esforços no sentido de potencializar seus pontos positivos (Foto: Divulgação)

A consultora destaca que para um fortalecimento eficaz se faz necessário manter um posicionamento ético e responsável socialmente. “Isso vai desde preservar o meio ambiente até adotar códigos corporativos de conduta para nortear as relações com steakholders, por exemplo. Além de adotar boas práticas de gestão de pessoas e fortalecer a jornada de experiência do colaborador, cuidando desde a contratação até o momento do desligamento para proporcionar experiências cada vez mais positivas dentro da organização”, sugere, ressaltando que dessa forma, o conceito de employer branding transborda para além dos muros da empresa e impacta também positivamente todo o ecossistema em que está inserida.

O professor da Fundação Getúlio Vargas, idealizador e signatário do Manifesto de Liderança Ágil, Victor Gonçalves faz questão de ressaltar que o EB exige um trabalho forte sobre a cultura organizacional. “Sabemos que, em uma cultura digital, é importante valorizarmos o trabalho sustentado por abordagens de inovação, que sustentam a experimentação e adaptabilidade frequente”, garante.

Victor Gonçalves lembra que para desenvolver bem a marca do empregador é válido revisar os valores da empresa, tirando os conceitos da abstração e colocando em prática (foto: Divulgação)

Para ele, nesse modelo, é fundamental uma liderança ágil que consegue orientar e desenvolver pessoas, mais que gerenciá-las, além de uma estrutura com segurança psicológica suficientemente forte que garanta espaço para compartilhar ideias e até falhas, sem medo dos julgamentos e punições comuns. “A questão está em definir que cultura se deseja e elaborar ações que sustentem estes pilares. Um bom caminho é revendo os valores da empresa, reforçando o fato de que não podem ser apenas algo "bonitinho" colado na parede, e sim um conjunto de princípios realizados frequentemente”, finaliza. 


PARA UMA MARCA FORTE, EVITE:


Práticas internas desestruturadas, 
Liderança despreparada, 
Ambiente de trabalho com relações adoecedoras, 
Alto turnover decorrente de gestão, 
Práticas salariais muito abaixo do mercado são aspectos que pesam negativamente para imagem corporativa e  são referências facilmente acessadas pelo mercado. 


INVISTA:
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