Wagner Moura faz apelo a Rui Costa após ataque em assentamento do MST na BA

bahia
02.11.2021, 09:03:27
(Divulgação/MST)

Wagner Moura faz apelo a Rui Costa após ataque em assentamento do MST na BA

Ônibus foram incendiados e carros foram cravados com tiros em Prado

O ator e diretor do filme Marighella, Wagner Moura, fez um apelo ao governador Rui Costa para que seja apurado um ataque ao assentamento Fabio Henrique, do Movimento Sem Terra, no município do Prado, no sul da Bahia. Durante o programa Roda Viva, nessa terça-feira (1º), Moura atrelou o ataque ao acampamento à exibição do filme Marighella, no próximo dia 6, no local. 

"Eu quero fazer uma denúncia grave. O filme vai ser exibido na cidade do Prado, no acampamento do MST. Ontem [domingo] 20 homens encapuzados chegaram no acampamento do MST, atiraram nos carros, fizeram pessoas do MST de reféns e eu não posso descontextualizar esse ataque, nesse lugar, da exibição do nosso filme". 

Moura disse ainda que não tem medo de ir ao assentamento. "Eu conversei com o pessoal do MST, eles disseram que está tudo bem agora. Mas eu quero fazer um apelo ao governador Rui Costa e à polícia da Bahia para que tomem providências, para que prestem as devidas medidas para garantir a integridade física das pessoas que estão lá nesse momento. Mas se você me perguntar se eu tenho medo de ir pra lá? Eu não tenho nenhum". 

Veja o trecho da entrevista:

O ataque
O assentamento Fabio Henrique, do Movimento Sem Terra, no município do Prado, no sul da Bahia, sofreu um ataque no último domingo (30). Ônibus foram incendiados, e alguns participantes do movimento foram feitos como reféns. 

De acordo com o MST, dois ônibus dos agricultores foram incendiados, casas foram depredadas e três carros de passeio que estavam estacionados na praça da agrovila foram alvejados com tiros.

Em nota, a Polícia Militar informou que equipes da 88ª Companhia foram até o local e constataram o incêndio a veículos no assentamento. Ninguém foi preso. O policiamento está reforçado na região.

Já a Polícia Civil informou que não houve registro formal do ataque na Delegacia de Prado, mas que as equipes estão disponíveis para apurar os fatos. Integrantes do MST acusam pessoas ligadas a movimentos bolsonaristas de terem participado do ataque.

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