Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Oscar Valporto: O pesadelo das defesas e a polícia no ataque

  • D
  • Da Redação

Publicado em 20 de abril de 2016 às 05:00

 - Atualizado há 3 anos

Bahia e Vitória são franco favoritos para garantirem, mais uma vez, seus lugares na final do campeonato estadual. Os últimos resultados, entretanto, indicam que os principais times do estado - apesar de não ter o favoritismo ameaçado - precisam de acertos urgentes, não apenas para a prevista decisão, mas, principalmente, para o Brasileiro que começa em seguida. Os problemas na zaga viraram pesadelo para os torcedores baianos, dos dois lados da rivalidade.Os jogos contra o Santa Cruz, que selaram o destino do Bahia na Copa do Nordeste, escancararam a fragilidade do seu sistema defensivo. Em Recife, o time foi dominado pela equipe da casa. Os volantes sofreram com a movimentação dos meias - João Paulo, Lelê, Arthur, Keno - do Santinha. Os laterais Hayner, que levou um vareio de Keno, e João Paulo marcaram mal e atacaram pouco. O Bahia levou dois gols, poderia ter levado mais não fosse a atuação de Marcelo Lomba - saiu satisfeito com o empate facilitado pelo cansaço de Keno e o pênalti bobo no fim do jogo. Mas o Santa Cruz mereceu vencer.Na Fonte Nova, com a vantagem do empate de 0x0 para chegar à final, Doriva promoveu a volta de Paulo Roberto no lugar de Feijão já que Danilo Pires  havia retornado - bem - de lesão no jogo em Pernambuco. Pois Paulo Roberto foi, com um passe na fogueira, coautor da lambança de Robson que resultou no gol de Grafite. A jogada começou com outra dificuldade crônica da defesa baiana na saída, que passa pelas limitações dos laterais - Tinga ainda é uma esperança - e dos volantes. O pior, no caso tricolor, é que nada disso é novidade: o Bahia penou com os mesmos problemas em 2015.As duas últimas partidas do Vitória revelaram problema semelhante. O Leão levou dois gols do Flamengo de Guanambi e outros dois do Náutico de Roraima. No estadual, perdeu a chance de golear e tomou gols por absoluta desatenção ou desconcentração. Na Copa do Brasil, deixou escapar a chance de eliminar o jogo da volta, um aborrecimento na hora da decisão do título estadual.As falhas nos gols sofridos pela defesa rubro-negra ficaram na conta de Vinicius - que jogou ao lado de Ramon em Guanambi e entrou para substituir ele em Roraima. Mas a pane defensiva foi, principalmente, coletiva - talvez por soberba, em minimizar a capacidade do ataque adversário. Numa final contra Bahia do Brocador Hernane, erros assim tendem a ser fatais. A vantagem rubro-negra é a competência superior dos volantes Amaral e Willian Farias na proteção da zaga. De qualquer forma, do jeito que andam jogando as duas equipes, dá para jogos finais com muitos gols.POLÍCIA PARA QUEM PRECISAEnfim, uma boa notícia: 25 torcedores de facções uniformizadas de Corinthians e Palmeiras foram presos por envolvimento na briga que resultou em uma morte por bala perdida e mais de 20 feridos. Foram 18 prisões preventivas (todos da Gaviões da Fiel) e sete temporárias (seis da palmeirense Mancha Alviverde e um da corintiana Pavilhão Nove). As sedes das duas facções do Corinthians foram fechadas. Os bandidos foram identificados pela polícia e tiveram prisão decretada pela Justiça, a pedido do Ministério Público. Agora é torcer que o resultado do inquérito aponte para o fim da impunidade para esses grupos. Para ilustrar a atuação das facções, um dos presos agora é Helder Alves Martins, da Gaviões da Fiel. Três anos atrás, ainda menor, Helder confessou ter disparado o rojão que atingiu e matou o boliviano Kevin Espada, em duelo do Corinthians em Oruro, na Bolívia. A confissão serviu para livrar os maiores de responsabilidade. Mas, como já sabemos, nenhum deles aprendeu.*Oscar Valporto é editor-chefe e escreve às quartas e domingos.