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Maiara Baloni
Publicado em 27 de abril de 2026 às 18:39
O Governo Federal iniciou o maior repasse único do Novo PAC Saúde até agora: R$ 1,2 bilhão para erguer 541 novas unidades em todo o país. O recurso cai direto no fundo das prefeituras de 505 cidades, sem intermediários. A Bahia aparece no topo do investimento nacional, com R$ 66,49 milhões garantidos para 34 novas estruturas.
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Além do território baiano, o socorro financeiro alcança outras regiões com aportes significativos. O Rio Grande do Sul garantiu R$ 64 milhões para 28 obras, enquanto o Ceará recebeu R$ 56,5 milhões. No Norte, o destaque é o Piauí, com R$ 45,5 milhões destinados a transformar municípios menores em polos regionais de saúde, desafogando os grandes hospitais.>
A estratégia do Ministério da Saúde com este aporte nacional é clara: descentralizar o atendimento e reduzir as filas que sobrecarregam os hospitais. O foco das novas ordens de serviço está na ampliação das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Centros Especializados em Reabilitação (CER), alcançando diretamente cerca de 11 milhões de brasileiros em 26 estados do país.>
Governo libera verba recorde para construir 541 novos postos de saúde
Diferente de outros programas federais que exigem convênios lentos e burocráticos, o recurso deste pacote cai direto no Fundo Municipal de Saúde. Isso permite que as prefeituras contempladas deem o pontapé inicial nas obras sem escalas intermediárias. Além dos estados líderes em repasses, o Piauí também garantiu uma fatia expressiva de R$ 45,5 milhões, reforçando a meta de levar o atendimento médico para municípios que hoje funcionam como polos regionais. >
A partir do anúncio oficial, os gestores municipais assumem responsabilidades rigorosas. Existe um cronograma técnico que precisa ser seguido à risca para garantir que o recurso não seja devolvido: as prefeituras possuem até 270 dias para concluir a fase de licitação. Após a contratação da empresa e o início da execução, a meta é que as unidades estejam prontas e operacionais em um prazo médio de 18 meses, com monitoramento constante por fotos georreferenciadas.>
Para quem utiliza o SUS, o impacto esperado vai muito além de prédios novos. O fortalecimento da atenção primária é o principal caminho para evitar que problemas de saúde simples se agravem por falta de acompanhamento. Com mais unidades básicas nos bairros e centros de suporte especializado, o objetivo é humanizar o atendimento e garantir que o morador do interior tenha o mesmo padrão de cuidado encontrado nos grandes centros urbanos. >
Além do benefício direto na saúde, o volume de obras deve funcionar como um motor para as economias locais. A construção simultânea de centenas de unidades gera milhares de empregos na construção civil e movimenta o comércio de materiais em cada região. O monitoramento rigoroso via sistema Sismob permitirá que o Ministério da Saúde e a própria população acompanhem se cada centavo enviado aos estados e municípios está se transformando em atendimento real e de qualidade para as comunidades brasileiras.>