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Crise no Oriente Médio já cancela voos e bagunça viagens no mundo

Mais de 23 mil voos cancelados, milhões de passageiros afetados em rotas internacionais e prejuízos bilionários

  • Foto do(a) author(a) Amanda Cristina de Souza
  • Amanda Cristina de Souza

Publicado em 19 de março de 2026 às 19:22

EFEITO CASCATA: O fechamento estratégico de espaços aéreos no Oriente Médio provoca um gargalo logístico que impacta conexões globais e aumenta o tempo médio de viagem entre continentes
EFEITO CASCATA: O fechamento estratégico de espaços aéreos no Oriente Médio provoca um gargalo logístico que impacta conexões globais e aumenta o tempo médio de viagem entre continentes Crédito: Altaf Qadri/AP Photo/picture alliance via DW

Se você está planejando viajar em 2026, especialmente em rotas que passam pela Europa, Ásia ou pelo Oriente Médio, vale ficar atento. A escalada das tensões no Oriente Médio já começa a afetar o turismo internacional de forma concreta, inclusive para quem está longe das áreas de conflito.

Dados divulgados pelo InfoMoney, com base em levantamentos do setor aéreo, indicam que mais de 23 mil voos foram cancelados desde o fim de fevereiro, afetando cerca de 4,4 milhões de assentos em rotas internacionais, o maior nível de disrupção no setor aéreo desde a pandemia de Covid-19.

Desde o fim de fevereiro de 2026, a intensificação das tensões envolvendo Israel, o Irã e a presença estratégica dos Estados Unidos elevou o nível de instabilidade no Oriente Médio. Esse cenário, segundo análises de especialistas e reportagens de veículos econômicos, tem provocado desde o fechamento de espaços aéreos até mudanças relevantes no planejamento de viagens.

O nó nas rotas aéreas entre Europa, Ásia e América

O atual cenário se intensificou após uma sequência de ataques e retaliações entre Israel e forças alinhadas ao Irã, com episódios envolvendo mísseis e bombardeios em diferentes pontos da região. Com isso, países como Líbano e Jordânia passaram a registrar aumento da insegurança, além de restrições operacionais no tráfego aéreo, enquanto outras nações do Oriente Médio adotaram medidas preventivas no espaço aéreo.

Na prática, isso se traduz em menos voos diretos, rotas mais longas e maior risco de cancelamentos, mesmo para passageiros que não têm o Oriente Médio como destino final.

O baque financeiro no turismo receptivo da região

Os efeitos mais imediatos estão concentrados no próprio Oriente Médio. Segundo estimativas da consultoria Tourism Economics, a região pode registrar uma queda entre 11% e 27% no número de visitantes em 2026, em relação às projeções anteriores, o que pode representar, no cenário mais adverso, uma redução de até 38 milhões de turistas.

As perdas financeiras também são relevantes. Segundo projeções de consultorias do setor, os prejuízos podem chegar a até € 515 milhões por dia, cerca de R$ 2,8 bilhões, com impacto anual estimado entre US$ 34 bilhões e US$ 56 bilhões.

Companhias aéreas com forte atuação na região, como Emirates e Qatar Airways, têm realizado suspensões pontuais e redirecionamentos de voos, afetando a operação de hubs estratégicos como Dubai e Doha.

O caos logístico que atinge os grandes hubs globais

O impacto não se restringe à região. O Oriente Médio concentra uma parcela relevante das conexões aéreas globais, especialmente em rotas entre Europa, Ásia e África. Com a interrupção de rotas estratégicas, os efeitos tendem a se espalhar rapidamente para outros continentes.

Esse cenário tem resultado em atrasos, remarcações e mudanças de itinerário em cadeias de voos internacionais, ampliando os transtornos para passageiros em diferentes partes do mundo.

Recalculando a rota e a migração de turistas para "portos seguros"

Diante da instabilidade, parte dos viajantes tem repensado seus destinos. Estimativas citadas por veículos internacionais, com base em pesquisas do setor de turismo, indicam que até 47% dos turistas podem alterar seus planos de viagem ao longo de 2026 por questões de segurança.

Ao mesmo tempo, observa-se um redirecionamento do fluxo turístico para outras regiões, como Europa e destinos do Mediterrâneo. Esse movimento ajuda a mitigar impactos no setor global, que movimenta cerca de US$ 11 trilhões, segundo estimativas do World Travel & Tourism Council.

Perdas diárias e a pressão por passagens mais caras

Apesar dos reflexos globais, especialistas avaliam que os impactos mais intensos seguem concentrados no Oriente Médio. Estimativas com base em dados do World Travel & Tourism Council indicam perdas diárias próximas de US$ 600 milhões, diante da combinação de voos interrompidos, queda na confiança dos viajantes e problemas de conectividade.

Na mesma linha, projeções da Tourism Economics revisaram a expectativa para o turismo da região em 2026, passando de um crescimento estimado de 13% para uma possível queda de até 27%.

O que o passageiro deve monitorar antes de embarcar

O cenário, no entanto, permanece em aberto. A intensidade dos impactos depende diretamente da evolução do conflito.

Uma eventual escalada militar ou prolongamento das tensões pode ampliar os efeitos, não apenas sobre o turismo, mas também sobre outros setores da economia global.

Por enquanto, observa-se uma combinação de perdas relevantes em nível regional com uma reorganização das viagens internacionais. Na prática, isso cria um ambiente de incerteza, que exige mais atenção de quem pretende viajar nos próximos meses.

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