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Juliana Rodrigues
Publicado em 17 de abril de 2026 às 08:30
O novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2026 a 2036 começa a valer com a proposta de orientar políticas públicas e investimentos em educação pelos próximos dez anos. Composto por 19 objetivos e 73 metas, o texto aprovado na Câmara dos Deputados prioriza a digitalização do ensino e a correção de falhas do plano anterior.
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Diferente de programas de governo, o PNE estabelece um planejamento de longo prazo, com metas contínuas. A proposta é dar previsibilidade aos investimentos e melhorar o nível de aprendizagem no país.
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O texto coloca o combate às desigualdades no centro das ações e busca aproximar o ensino regular da formação técnica profissional, especialmente para jovens.
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Também relaciona o avanço dessas políticas à ampliação da conectividade digital, à valorização da diversidade cultural, incluindo povos tradicionais, e à melhoria da infraestrutura das escolas e das condições de trabalho dos professores. >
A implementação depende do fortalecimento do pacto federativo. União, estados e municípios precisam atuar de forma coordenada e dividir responsabilidades financeiras. >
A lei prevê mecanismos de monitoramento contínuo. O Ministério da Educação e o Fórum Nacional de Educação devem acompanhar os indicadores periodicamente. Um dos pontos centrais é a garantia de orçamento suficiente para sustentar as metas, especialmente em infraestrutura e valorização do magistério. >