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Concessionária anuncia envio de plataforma chinesa para obras da ponte Salvador-Itaparica

Os alvarás para instalação da plataforma a partir de junho já foram solicitados, diz empresa

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 21 de abril de 2026 às 08:46

Material está sendo enviado da China
Material está sendo enviado da China Crédito: Divulgação

A obra para construção da Ponte Salvador–Itaparica deve receber, na segunda quinzena de maio, um navio vindo da China com mais de 800 toneladas de equipamentos destinados à montagem de uma plataforma de trabalho na Baía de Todos-os-Santos. A concessionária responsável informou que o equipamento deixou o país asiático em 30 de março. Apesar da chegada do material, considerada etapa preparatória da obra, o projeto ainda depende de alvarás das prefeituras de Salvador e Vera Cruz. 

A plataforma operacional, com tecnologia desenvolvida na China, será instalada na Baía de Todos-os-Santos a partir de junho, segundo a concessionária responsável pelo projeto. A estrutura servirá para transporte de trabalhadores, insumos e equipamentos durante a execução da ponte e será removida ao final das obras, com reaproveitamento dos materiais. 

Apesar da nova etapa logística, o projeto ainda enfrenta entraves. Embora o governo estadual tenha divulgado cronograma com previsão de início das obras em 4 de junho, a construção segue dependente da Licença de Instalação, que ainda não foi autorizada.

Material deve ser usado em obra por Divulgação

Plataforma marcará início das atividades no mar

De acordo com a concessionária ponte Salvador–Itaparica, pedidos de alvará já foram protocolados nas prefeituras de Salvador e de Vera Cruz para viabilizar a implantação dos primeiros canteiros de obras.

Na capital, os trabalhos iniciais estão previstos para a região da Avenida Engenheiro Oscar Pontes, que dará suporte às operações no mar e à construção do vão central da ponte. Em Vera Cruz, a previsão é de instalação do canteiro e avanço da plataforma em direção ao trecho central da travessia.

Segundo o gerente de Relações Institucionais da concessionária, Carlos Prates, “a implantação da plataforma representa o início dos trabalhos na Baía de Todos-os-Santos. A construção da ponte acontecerá por meio dessa plataforma, que será removida após a conclusão dos trabalhos. Seus materiais serão reaproveitados”.

A estrutura permitirá reduzir em cerca de 70% o número de embarcações operando simultaneamente na área da obra, o que deve minimizar interferências no tráfego marítimo, estima a concessionária. 

O canal principal de navegação será mantido com 400 metros de largura e 85 metros de altura. Também estão previstas passagens auxiliares para embarcações menores e corredores específicos para pescadores próximos às margens de Salvador e de Vera Cruz.

Estruturas viárias e produção de pré-moldados

Além das frentes de trabalho em Salvador e Vera Cruz, o projeto prevê um canteiro no Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, onde serão produzidos elementos pré-moldados utilizados na construção da ponte. As intervenções nos sistemas viários de acesso nas duas cidades devem começar posteriormente, segundo a concessionária. 

Com 12,4 quilômetros de extensão prevista, a ponte integra o Sistema Rodoviário Salvador–Itaparica, que deve incluir novos acessos viários na capital e a implantação de uma via expressa na Ilha de Itaparica, além da duplicação de trecho da BA-001.

Responsável pela implantação e futura operação do sistema, a concessionária é formada pelas empresas chinesas China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC), dentro de contrato de Parceria Público-Privada com prazo total de 35 anos.

Projeto acumula adiamentos desde 2009

Prometida inicialmente em 2009, durante a gestão do então governador Jaques Wagner, a ponte ainda não saiu do papel após mais de uma década e meia de anúncios e revisões de cronograma. O novo calendário passou a prever o início das obras em junho, condicionado ao avanço das licenças.

O custo estimado do empreendimento também aumentou ao longo do período. O valor inicial, de R$ 5,4 bilhões, foi atualizado para cerca de R$ 13 bilhões, segundo o governo estadual, que atribui a revisão principalmente aos impactos econômicos da pandemia da covid-19.