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Exposição “Salvador em Diversas Cores” transforma estações do metrô em galerias de arte inclusiva

Mostra da Apae leva obras de artistas com síndrome de Down ao metrô

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 20 de março de 2026 às 20:47

Exposição “Salvador em Diversas Cores” começou nesta sexta (20)
Exposição “Salvador em Diversas Cores” começou nesta sexta (20) Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

Você acorda, se arruma para o trabalho, segue para o metrô. Um dia como outro qualquer. No caminho, porém, uma novidade atrai o olhar: uma exposição em plena Estação Rodoviária, em Águas Claras. É a mostra “Salvador em Diversas Cores”, realizada pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) em parceria com a CCR Metrô Bahia.

A exposição foi aberta nesta sexta-feira (20), véspera do Dia Mundial da Síndrome de Down, e seguirá em Águas Claras pelas próximas duas semanas. Depois, a parada é na Estação Iguatemi (antiga Rodoviária). A proposta é circular por diferentes estações do metrô ao longo do ano, ampliando o acesso do público às obras e incentivando reflexões sobre diversidade e inclusão por meio da arte.

São dez telas produzidas por artistas do Ateliê Coletivo de Artes Visuais da instituição, com o objetivo de retratar Salvador e a relação dos soteropolitanos com o metrô. Em três semanas, os artistas trouxeram à vida as suas perspectivas. Nas obras, pontos turísticos da cidade se encontram com os trilhos e vagões dos trens.

Exposição “Salvador em Diversas Cores” começou nesta sexta (20) por Arisson Marinho/CORREIO

Na tela de Jefferson Freitas, de 20 anos, o cenário escolhido foi a Igreja do Bonfim, que ele diz ter amado reproduzir. “Foi muito emocionante ver as pessoas passando pelos nossos quadros e parando para ver. Primeiro foi uma luta pelo prazo curto, mas foi um alívio ver que deu certo e que entregamos. Está sendo uma emoção”, contou.

Segundo a coordenadora de Assistência Social da Apae Salvador, Jaqueline Braz, a exposição vem para mostrar que a arte pode e deve ser acessível para todos.

“A ideia é mesmo ser uma intervenção que acontece onde as pessoas estão passando, no seu cotidiano, para que a arte perca um pouco aquela característica de estar em espaços fechados e somente destinados à arte e passem a colorir todo o mundo”, disse.

Para Tatiane Dessa, supervisora de Terminais e Estações da CCR, que também é mãe de uma adolescente com síndrome de Down, a ação é um modo de sensibilizar as pessoas em relação à inclusão social e ao respeito às pessoas com deficiência.

“Amanhã comemoramos o Dia Internacional da Síndrome de Down, então é uma oportunidade em um espaço público como o metrô, onde a gente absorve mais de 2 milhões de pessoas por dia, de dar visibilidade a essas pessoas. A gente consegue mostrar todo o nosso carinho, acolhimento e atendimento às pessoas com deficiência”, afirmou.

A abertura foi marcada também por uma performance da Opaxorô Companhia de Dança da Apae de Salvador, com coreografias que integram o espetáculo “O Corpo Ancestral”. A apresentação foi construída a partir da dança contemporânea, com referências das danças populares e periféricas, e interpretadas por seis bailarinos com Síndrome de Down.

Ana Carolina, de 20 anos, foi aprovada em Dança na Universidade Federal da Bahia (Ufba) por Arisson Marinho/CORREIO

Uma das estrelas da performance era Ana Carolina, de 20 anos, recém aprovada em Dança na Universidade Federal da Bahia (Ufba). A exibição desta sexta foi uma oportunidade a mais de estreitar uma relação duradoura com a arte, que vem desde seus seis anos de idade. Lembra como se fosse hoje de quando era pequena e disse aos pais que um dia seria uma grande dançarina e dançaria ao lado de Ivete Sangalo, artista que tem o sonho de conhecer.

“A sensação hoje foi de amor, porque tudo que a gente faz é por amor pela arte. É a minha paixão”, disse. Com a entrada na universidade, ela vê que seu caminho está só começando.

“Eu sempre sonhei em chegar a essa fase de agora, ser reconhecida na sociedade. Essa notícia é muito grande não só para mim, mas para a família toda. Eu tenho orgulho de quem eu sou, tenho síndrome de Down e tenho muito orgulho disso. Quero dar muito orgulho para minha família e para os meus amigos que me apoiam até hoje.”