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Gasolina em Salvador chega a R$ 7,79 mesmo após redução na refinaria

Último reajuste da Refinaria de Mataripe registrou queda de 1,36% para a gasolina

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 28 de abril de 2026 às 05:00

Preço da gasolina comum chega a R$ 7,79 em Salvador
Preço da gasolina comum chega a R$ 7,79 em Salvador Crédito: Sora Maia/CORREIO

Desde que a Refinaria de Mataripe, da Acelen, anunciou uma redução nos preços dos combustíveis vendidos às distribuidoras, a expectativa dos soteropolitanos era sentir esse diminuição nos postos de gasolina. Em alguns estabelecimentos, a queda realmente veio. Para muita gente, porém, a realidade foi outra: o preço até aumentou.

Atualmente, o litro da gasolina comum em Salvador varia entre R$ 6,87 e R$ 7,79, segundo levantamento realizado pela reportagem em postos da capital e com base em dados do aplicativo Preço da Hora, nesta segunda-feira (27). O mais barato está em duas unidades do posto Copmetro, localizadas na Vila Laura e em Armação. O litro mais caro, por sua vez, está em três estabelecimentos: Jagua Combustível, na Pituba; D&B Comercial, em Pituaçu; e LFG Comércio de Combustíveis, em Armação.

Gasolina chega a R$ 7,79 em Salvador por Shutterstock

O valor máximo identificado supera o registrado no levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta segunda-feira. De acordo com o boletim, que pesquisou 20 postos na capital baiana entre os dias 19 e 25 deste mês, o preço variou entre R$ 6,89 e R$ 7,59 na última semana.

No último dia 23, a Refinaria de Mataripe anunciou redução nos preços dos combustíveis vendidos às distribuidoras: o Diesel S10 caiu 1,05% (de R$ 5,926 para R$ 5,864), o Diesel S500 recuou 1,09% (de R$ 5,709 para R$ 5,647) e a gasolina teve queda de 1,36% (de R$ 3,903 para R$ 3,850). Este foi o segundo anúncio de diminuição dos valores neste mês de abril.

De acordo com a Acelen, os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe para as distribuidoras seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo (adquirido no mercado internacional); câmbio e frete, podendo variar para cima ou para baixo.

Os postos, por sua vez, são livres para praticar os preços que entendem como justos. Não há, atualmente, nenhuma interferência no posicionamento de precificação dos estabelecimentos. É o que ressalta Marcelo Travassos, secretário executivo do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA).

“Nós vivemos numa economia de mercado e, consequentemente, a liberdade de estabelecer os preços é praticada por qualquer agente econômico”, diz.

O economista Marcelo Ferreira explica que, nesse mercado, o comum é os preços subirem rápido e descerem devagar. Segundo ele, o movimento é influenciado por fatores como estoques adquiridos antes das reduções nas refinarias, custos operacionais e eventuais altas no preço do etanol, que está na mistura da gasolina.

“Além dos fatores de custos e estoques, precisamos observar a estrutura do mercado de revenda. O setor de combustíveis opera em um regime de concorrência imperfeita. Muitas vezes observamos falta de agressividade comercial entre concorrentes locais, impedindo que a redução da refinaria chegue à bomba. Em casos mais graves, podem se configurar indícios de cartel, onde o alívio dos preços é retido na margem de lucro do posto, em vez de ser transferido para o bolso do cidadão”, afirma.

Marcelo Travassos ressalta que o mercado de revenda é altamente sensível às variações de preços praticadas pelas distribuidoras, responsáveis por abastecer os postos. “Quando a distribuidora aumenta, dificilmente o posto consegue absorver o aumento dado. Mas, se a distribuidora diminui, dificilmente ele não vai diminuir, porque senão vai perder espaço, já que outro posto, ao reduzir, vai ganhar esse mercado de forma bastante significativa. Então, essa dinâmica é uma característica do segmento”, afirma.