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Maria Raquel Brito
Publicado em 23 de abril de 2026 às 09:33
Apesar de não ter cura, a hipertensão é uma doença controlável através de medicamentos. Quando não manejada, porém, pode causar uma série de sequelas que comprometem os órgãos-alvo, entre os quais estão o coração e os rins, e até à morte. >
“A gente tem um aumento na predisposição para doença coronariana, sobretudo o infarto, a cardiopatia hipertensiva levando à insuficiência cardíaca. E há também o envolvimento renal, a nefropatia hipertensiva, muitas vezes levando tanto à distinção renal crônica quanto à insuficiência renal crônica, que podem, muitas vezes, levar o paciente à hemodiálise”, pontua Thamine Lessa, médica clínica geral na Clínica Florence. >
O que você precisa saber sobre a hipertensão arterial pulmonar
Além desses riscos, há ainda chance de complicações visuais, como retinopatia hipertensiva e redução da puridade visual. Os efeitos mais graves, segundo a médica, são os dos AVCs, tanto isquêmicos como hemorrágicos, que deixam sequelas significativas, como paralisias e dificuldades na fala.>
Para evitar que a situação chegue a esse nível, o ideal é investir em prevenção e diagnóstico precoce, a partir de aferições regulares da pressão arterial e a adoção de uma rotina saudável. “[É preciso] fazer atividade física regular e orientada para evitar o ganho de peso exacerbado, manter uma dieta sem excessos de sal e alimentos embutidos e defumados, porque isso também é um fator de risco, e reduzir o consumo de bebida alcoólica e o tabagismo. Essas medidas têm muito a ver com mudanças no estilo de vida”, diz Thamine.>
Mas, quando isso não acontece e o paciente é acometido por alguma das complicações da hipertensão, há geralmente a possibilidade de dar início a outro processo: o de reabilitação.>
Existem diferentes caminhos para que esse paciente recupere sua qualidade de vida e autonomia. Caso tenha sofrido um AVC, por exemplo, o tratamento envolve algumas fases: uma bem precoce, com terapia voltada para controle do quadro; outra, a partir do quarto dia após o acidente, na qual os pacientes já podem ser transferidos para a reabilitação intensiva, que consiste na associação de medidas de fisioterapia diária, fonoaudiologia e terapia ocupacional, visando “reeducar o cérebro” na fase inicial. >
“Normalmente, nos primeiros 30 dias, isso tem um enorme benefício, porque é quando acontecem as maiores alterações e podem ocorrer os principais ganhos, mas isso também se prolonga ao longo das próximas semanas e meses. Então, você tem uma fase de reabilitação intensiva, que pode durar semanas, e depois a manutenção a nível ambulatorial, com o retorno às suas atividades de vida diária, sua reinserção social”, afirma a médica.>