Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Carol Neves
Publicado em 27 de abril de 2026 às 11:23
O julgamento dos sete policiais militares acusados de esquartejar o jovem Geovane Mascarenhas de Santana, que teria início às 8h desta segunda-feira (27), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, foi adiado pela Justiça. A decisão foi tomada após a defesa solicitar acesso a informações que não constavam nos autos do processo, já que, à época, parte da tramitação ocorreu em meio físico. >
O pedido foi aceito com o objetivo de assegurar o direito à plenitude de defesa e evitar eventual nulidade do julgamento. Com isso, o júri popular foi remarcado para o dia 17 de junho, com previsão de duração de três dias.>
Caso Geovane: PMs são julgados quase 12 anos após o crime
Mais cedo, a expectativa era de que o julgamento fosse mantido, mesmo após uma série de tentativas da defesa para suspender a sessão. Na sexta-feira (24), advogados de quatro dos sete réus já haviam solicitado o adiamento, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Antes disso, no dia 14, também foi protocolado um pedido de desaforamento, que buscava transferir o julgamento para outra comarca sob alegação de possível comprometimento da imparcialidade dos jurados e riscos à segurança dos envolvidos. A solicitação foi rejeitada pela desembargadora relatora no dia seguinte.>
Mesmo após a negativa, os advogados insistiram na suspensão diretamente à juíza responsável pelo caso, que manteve o entendimento do tribunal por não identificar fatos novos que justificassem a mudança de decisão. Desta vez, no entanto, a nova solicitação envolvendo acesso a documentos acabou sendo considerada válida pela Justiça, resultando no adiamento.>
Os réus respondem por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles também são acusados de roubo qualificado e, com exceção de um dos envolvidos, de ocultação de cadáver.>
O crime ocorreu em 2 de agosto de 2014. Geovane, então com 22 anos, foi sequestrado e morto dentro de uma unidade da Polícia Militar no bairro do Lobato, em Salvador. O caso ganhou repercussão pela brutalidade, já que o corpo da vítima foi esquartejado após o assassinato.>