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Doença que hospitalizou filha de Maíra Cardi nos EUA tem vacina gratuita no SUS; veja quem tem direito

Comum em bebês, doença motivou novas estratégias contra o VSR, com vacina para gestantes e anticorpo para recém-nascidos

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 27 de abril de 2026 às 11:01

Maíra Cardi e a filha, Eloah
Maíra Cardi e a filha, Eloah Crédito: Reprodução/Instagram

A bronquiolite, doença que atingiu a filha caçula de Maíra Cardi aos seis meses de idade, está entre as principais causas de internação de bebês no mundo. A infecção compromete os bronquíolos - pequenas vias aéreas dos pulmões - e é mais frequente em crianças de até dois anos, com maior risco de complicações nos primeiros meses de vida. A bebê foi internada em um hospital dos EUA e chamou atenção para a doença.

Na maioria dos casos, o quadro é provocado pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por infecções que podem evoluir com dificuldade respiratória. Diante da relevância do problema, o Brasil passou a adotar novas formas de prevenção pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a proteção contra o vírus.

Maíra Cardi por Reprodução

Uma das principais medidas é a vacinação de gestantes, incorporada ao calendário público em dezembro de 2025. A orientação é que a dose seja aplicada a partir da 28ª semana de gestação, geralmente em aplicação única. A estratégia permite que a mãe produza anticorpos e os transfira ao bebê ainda na gravidez, garantindo proteção nos primeiros meses de vida.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, o período entre a 28ª e a 36ª semana é o mais indicado para a imunização, pois favorece a resposta do organismo e a transferência eficiente de anticorpos para o feto.

Além disso, o SUS passou a oferecer o anticorpo nirsevimabe diretamente aos bebês a partir de fevereiro de 2026. A aplicação é feita em maternidades e unidades de saúde, com prioridade inicial para crianças com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

Estão entre os grupos atendidos prematuros de até 37 semanas, bebês com cardiopatias congênitas com repercussão clínica, doença pulmonar crônica da prematuridade - como broncodisplasia -, além de crianças com síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares que afetam a respiração, imunodeficiências graves e malformações das vias aéreas.